Consternação pela morte de um jovem pai cubano no Texas: Pedem ajuda para repatriar seu corpo

O jovem falecido era pai de uma menina pequena.

O jovem cubano falecido na cidade de Austin, TexasFoto © Facebook/Eduardo Sotomayor

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El 9 de outubro faleceu em Austin, no estado do Texas, o jovem cubano Eduardo Sotomayor, originário de Palmarito de Cauto, Santiago de Cuba.

A família dele na ilha está buscando arrecadar fundos para repatriar o corpo e poder se despedir dele em sua terra natal.

A notícia foi divulgada inicialmente pelo portal La Tijera News, que não especificou as causas do falecimento.

No obstante, nos comentários, uma mulher que se identificou como prima do falecido confirmou que o jovem teria tirado a própria vida, algo que também foi mencionado por outros usuários.

A publicação de La Tijera incluiu um número de Zelle (502-701-6076, em nome de Midalsy Rodríguez Rico) para aqueles que desejam colaborar, com a instrução de escrever a palavra “Família” na mensagem.

Fonte: Captura de Facebook/La Tijera

Um jovem querido por todos

Dezenas de pessoas que conheceram Eduardo o descreveram como um jovem bom, alegre e trabalhador.

Comentário de um ex-colega do jovem falecido

Outra excolega lembrou que trabalhou em um McDonald's, onde ajudava seus colegas porque falava inglês e costumava atender na janela.

“Estava sempre disposto a ajudar”, escreveu um deles.

Eduardo havia construído uma nova vida no Texas, onde teve uma filha com uma colega de trabalho. Segundo essa mesma fonte, ambos estavam apaixonados e compartilhavam planos para o futuro.

Comentário de um ex-colega do jovem falecido

O caso desencadeou uma onda de dor e reflexão nas redes sociais. Muitos lamentaram que um jovem com tantos sonhos e responsabilidades decidisse pôr fim à sua vida.

“A vezes a gente não vê os sinais até que seja tarde demais”, comentou uma usuária. Outros destacaram a pressão emocional que os migrantes cubanos enfrentam.

Paralelamente, vários usuários debateram sobre o alto custo de repatriar um corpo dos Estados Unidos para Cuba, que pode ultrapassar 20.000 dólares, em comparação com a alternativa da cremação.

Ainda assim, muitos insistem que Eduardo deve descansar em sua terra. “Os pobres também temos direito a um enterramento digno”, sentenciou uma internauta.

Perguntas frequentes sobre a repatriação de corpos de cubanos no exterior

Quais são as dificuldades para repatriar corpos de cubanos do exterior?

Repatriar corpos do exterior pode ser um processo muito custoso e complicado, especialmente para famílias com recursos limitados. O custo da repatriação pode superar os 20.000 dólares, o que obriga muitas famílias a recorrer a campanhas de arrecadação de fundos. Além disso, a falta de apoio por parte das embaixadas e consulados cubanos dificulta ainda mais o processo, forçando algumas famílias a optar pela cremação como alternativa mais viável.

Como a pressão emocional afeta os migrantes cubanos no exterior?

A pressão emocional sobre os migrantes cubanos é significativa, uma vez que enfrentam o desafio de se adaptar a um novo ambiente enquanto mantêm o apoio às suas famílias em Cuba. Esses desafios podem levar a situações de estresse extremo, como a necessidade de enviar dinheiro para suas famílias, a dificuldade em encontrar empregos estáveis e o isolamento emocional. Em alguns casos, isso levou a decisões trágicas, como o suicídio, devido à falta de apoio e compreensão.

Por que é importante repatriar os cubanos falecidos à sua terra natal?

Repatriar os cubanos falecidos é importante porque permite dar-lhes um sepultamento digno em sua terra natal, cumprindo assim os desejos da família e do próprio falecido. Isso é especialmente significativo para as famílias que desejam se despedir adequadamente de seus entes queridos e honrar suas tradições culturais, o que pode proporcionar-lhes consolo e fechamento emocional em momentos de luto.

Quais alternativas existem para as famílias cubanas que não podem arcar com os custos da repatriação?

Quando as famílias não podem arcar com os custos de repatriação, costumam recorrer à cremação como uma alternativa mais econômica. A cremação permite que as cinzas sejam enviadas a Cuba a um custo menor, embora não proporcione o mesmo fechamento emocional que um sepultamento na terra natal. No entanto, para muitas famílias, é a única opção viável, dadas suas limitações financeiras.

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