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O governante cubano Miguel Díaz-Canel criticou duramente nesta sexta-feira o Comitê Norueguês do Nobel, após a opositora venezuelana María Corina Machado ser reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz 2025 por sua defesa dos direitos democráticos na Venezuela.
“A politização, parcialização e descredibilização do Comitê Norueguês do Nobel da Paz atingiu limites inimagináveis”, escreveu Díaz-Canel em sua conta oficial na rede social X.
En um segundo mensagem acrescentou: “É vergonhoso a concessão deste Prêmio em 2025 a uma pessoa que incita a intervenção militar em sua Pátria e, em anos anteriores, a protestos de rua em que pessoas vivas eram queimadas.”
Finalmente, o mandatário cubano encerrou sua mensagem com um apoio explícito ao regime de Nicolás Maduro: “Rejeitamos firmemente essa manobra política que tenta singularizar a #Venezuela e minar sua liderança bolivariana, liderada por seu Presidente legítimo, Nicolás Maduro Moros”.
María Corina Machado foi agraciada nesta sexta-feira por seu “incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, conforme o comunicado oficial do Comitê Nobel, emitido de Oslo.
O presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, a descreveu como “uma valente e comprometida defensora da paz”, e garantiu que Machado “mantém viva a chama da democracia em meio a uma crescente escuridão”.
A líder opositora reagiu com emoção ao receber a ligação do Comitê: “Oh Deus meu… Não tenho palavras. É uma honra e sei que é uma muito boa notícia para o povo da Venezuela”.
Em suas redes sociais, Machado dedicou o prêmio aos venezuelanos e reafirmou seu compromisso com a liberdade: “Este imenso reconhecimento à luta de todos os venezuelanos é um impulso para concluir nossa tarefa: conquistar a Liberdade”.
Também agradeceu o apoio internacional: “Hoje mais do que nunca contamos com o Presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo”.
Com este prêmio, Machado se torna a primeira venezuelana a receber o Prêmio Nobel da Paz, posicionando-se como uma das figuras mais influentes da América Latina atualmente.
Sua trajetória como líder do movimento democrático na Venezuela tem sido fundamental para unificar a oposição diante do regime chavista e promover eleições livres e uma transição pacífica no país sul-americano.
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