Trens nacionais operam normalmente em Cuba, apesar do apagão maciço

Apesar do apagão geral em Cuba, a Trenes Nacionales informou que mantém todas as suas rotas ativas e que o serviço ferroviário continua operando normalmente.

Os trens estão operando normalmente em meio ao apagão massivoFoto © Facebook / Rutas Nacionales

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Os trens nacionais de passageiros mantêm seu serviço ativo em Cuba apesar do apagão massivo que afeta o país desde a manhã desta quarta-feira.

A informação foi confirmada pela página de Facebook Rutas Nacionales, que publicou um aviso no qual garante que “apesar da queda do Sistema Elétrico Nacional (SEN), o serviço ferroviário permanece ativo em todas as rotas programadas” graças ao “compromisso da equipe operacional”.

Captura Facebook / Rotas Nacionais

A mensagem enfatiza que os trens continuarão a circular normalmente e que qualquer alteração será comunicada através dos canais oficiais.

A declaração se junta à nota emitida pela Empresa Cubana de Aeroportos e Serviços Aeroportuários S.A. (ECASA), que também assegurou a operatividade de todos os terminais aéreos graças ao uso de meios alternativos.

Captura Facebook / Empresa Cubana de Aeropuertos e Serviços Aeroportuários S.A.

“Todos os aeroportos de Cuba operáveis com os meios alternativos que possuem as instalações aeroportuárias para garantir a saída e entrada de companhias aéreas e passageiros”, ressaltou o sucinto comunicado.

O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez Dávila, afirmou em Facebook que, apesar do apagão geral em Cuba, o transporte de passageiros entre Gerona e Batabanó continua através do ferry Perseverancia, cuja próxima saída está prevista para esta quinta-feira, 11 de setembro, no horário habitual.

Captura Facebook / Eduardo Rodríguez Dávila

O funcionário acrescentou que se garante a continuidade da atividade de descarregamento planejada nos portos de Havana, Vita, Carúpano, Santiago de Cuba e Cienfuegos, de navios que transportam produtos destinados ao país, incluindo os da cesta básica normada.

Assim, afirmou que as manobras portuárias mantêm sua estabilidade com a participação da Empresa Navegação Caribe, Práticos de Cuba e a Consignatária MAMBISA.

No entanto, enquanto o discurso oficial transmite normalidade em serviços estratégicos relacionados ao transporte e ao comércio, a população enfrenta a paralisia do sistema elétrico nacional, com suas consequências diretas nos lares: alimentos em risco, falta de água e serviços básicos interrompidos.

Nesse panorama, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, afirmou que o governo possui uma estratégia bem definida para enfrentar a queda total do SEN –mas não para evitá-la–, que ocorreu nas horas da manhã após a saída inesperada da Central Termoelétrica Antonio Guiteras, em Matanzas.

Perguntas frequentes sobre a operatividade do transporte e serviços em Cuba durante um apagão maciço

Como estão operando os trens nacionais em Cuba durante o apagão massivo?

Os trens nacionais mantêm seu serviço ativo em todas as rotas programadas graças ao compromisso da equipe operacional, apesar do apagão massivo que afeta Cuba. O serviço ferroviário continua funcionando normalmente, embora com algumas dificuldades operacionais.

Os aeroportos de Cuba estão operando durante o apagão?

Os aeroportos cubanos continuam a operar graças a meios alternativos que permitem garantir a saída e entrada de voos e passageiros. Todos os serviços vinculados à aviação contam com suporte energético próprio, assegurando seu funcionamento sem interrupções, apesar do colapso elétrico.

Como o apagão em massa afeta o transporte marítimo em Cuba?

A transportação de passageiros entre Gerona e Batabanó através do ferry Perseverancia é mantida, e a atividade de descarga nos portos de Havana, Vita, Carúpano, Santiago de Cuba e Cienfuegos permanece estável. Isso garante que os navios que transportam produtos essenciais continuem suas operações.

Qual é o impacto do apagão sobre a população cubana?

Milhões de cubanos permanecem sem eletricidade em suas casas, o que coloca em risco os alimentos e paralisa serviços básicos. Apesar de as autoridades garantirem normalidade em setores estratégicos, a crise evidencia uma disparidade de prioridades na gestão energética do país.

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