O atual mandatario equatoriano, Daniel Noboa Azín, foi reeleito como presidente do país após uma jornada eleitoral neste domingo, marcada por uma alta participação cidadã e um clima político tenso.
Com os 56,13% dos votos obtidos, em comparação com os 43,87% obtidos pela sua rival, a candidata do correísmo Luisa González, a presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint, declarou os resultados como irreversíveis, destacando uma participação cidadã de 83,76%.
No entanto, González, do movimento Revolução Ciudadana do ex-presidente Rafael Correa, rejeitou os resultados, alegando um "grotesco fraude eleitoral" e solicitando uma recontagem de votos.
Em sua intervenção na sede de seu movimento em Quito, expressou seu desacordo com os números apresentados pelo CNE e agradeceu aos partidos e setores que apoiaram sua campanha.
"Recuso-me a acreditar que exista um povo que prefira a mentira à verdade (...). Vamos pedir a recontagem e a abertura das urnas", declarou.
Além disso, assegurou que "o Equador está vivendo uma ditadura e a fraude mais grotesca de sua história".
Por sua parte, Noboa, que competia pela aliança Ação Democrática Nacional (ADN), disse que “parece lamentável que com 12 pontos de vantagem tente de alguma forma questionar a vontade dos equatorianos”.
Desde uma pequena plataforma no pátio de sua casa na praia, localizada em Olón, uma vila da província costeira de Santa Elena, onde reside, Noboa se dirigiu a seus seguidores na noite de domingo, apontando que “Ecuador quer ser diferente, o Ecuador não quer voltar ao passado, o Ecuador quer caminhar para frente”, informou a agência Efe.
O presidente reeleito para o período de 2025-2029 enfatizou que “os equatorianos querem uma vida melhor e escolheram um projeto no qual confiam que lhes dará essa vida melhor”.
Noboa, quien assumiu a presidência em 2023 após uma eleição antecipada, tem centrado seu mandato em uma política rígida contra o crime organizado, declarando um estado de "conflito armado interno" em 2024 e despachando forças militares para combater as facções do narcotráfico.
Seu ascensão política ocorreu em um momento de crise institucional e violência sem precedentes no Equador, após a renúncia do então presidente Guillermo Lasso, que dissolveu a Assembleia Nacional por meio da figura constitucional conhecida como "morte cruzada".
Nesse contexto, Noboa, um jovem empresário de 37 anos e filho do homem mais rico do Equador, Álvaro Noboa Pontón, sem uma trajetória política notável, conseguiu se posicionar como uma alternativa fresca e liberal frente ao correísmo e outras forças tradicionais. Obteve 52,19% dos votos válidos, ou seja, 4.986.287 votos, nessa eleição.
Perguntas frequentes sobre a reeleição de Daniel Noboa no Equador
Como foi o resultado das eleições presidenciais no Equador?
Daniel Noboa foi reeleito presidente do Equador com 56,13% dos votos, superando sua rival, Luisa González, que obteve 43,87%. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Diana Atamaint, declarou os resultados como irreversíveis, destacando uma participação cidadã de 83,76%.
Quais alegações Luisa González fez sobre as eleições?
Luisa González, a candidata do correísmo, alegou um "fraude eleitoral grotesco" e solicitou uma recontagem dos votos. Ela expressou sua discordância com os números apresentados pelo CNE, afirmando que "o Equador está vivendo uma ditadura e o fraude mais grotesco de sua história".
Qual tem sido a resposta de Daniel Noboa às acusações de fraude?
Daniel Noboa expressou que lhe parece "penoso" que se tente questionar sua vitória, tendo uma vantagem de 12 pontos sobre González. Afirmou que "o Equador quer ser diferente e não retornar ao passado", destacando que os equatorianos escolheram um projeto que promete uma vida melhor.
Quais desafios Daniel Noboa enfrenta em seu novo mandato?
Daniel Noboa enfrenta o desafio de manter a segurança e reduzir a violência no Equador, que registrou mais de 1.500 homicídios nos primeiros meses de 2025. Além disso, precisará continuar com sua política de mão dura contra o crime organizado e responder às críticas sobre a pobreza e a crise econômica.
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