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O estresse cotidiano do cubano com os apagões agora se soma a um novo fator de incerteza: as nuvens. A partir de agora, “os de a pé” não só terão que checar se há arroz ou pão, mas também olhar para o céu para saber se naquele dia o que os espera são chuvas… e apagões.
Segundo reconheceu o próprio Governo através do periódico oficial Trabajadores, a nebulosidade no ocidente do país afetou a geração de energia solar, e como resultado, os parques fotovoltaicos produziram 29 MWh a menos do que o planejado.
Um "descobrimento" que, para muitos, parece tão surpreendente quanto afirmar que a água molha, e que, no entanto, aparentemente, será uma nova variável a ser incluída nos relatórios diários.
Além disso, esse fator fará com que os cubanos prestem mais atenção aos boletins meteorológicos diários no Sistema Informativo da Televisão Cubana.
O diretor de Eletricidade do Ministério de Energia e Minas, Lázaro Guerra Hernández, informou que as instalações solares da Escola de Enfermagem em Havana, Alcalde Mayor em Cienfuegos e La Sabana em Granma geraram apenas 247 MWh devido à baixa radiação solar.
A União Elétrica (UNE) anunciou que a afetação para esta quarta-feira foi de 950 MW ao meio-dia, em parte devido à presença de nuvens, e até 1405 MW no pico noturno.
E como já é costume, várias unidades térmicas continuam fora de serviço: as 5 e 6 de Mariel, a 2 de Felton, a 2 de Santa Cruz, as 3 e 4 de Cienfuegos e a 5 de Renté.
Isso sim, o Governo promete que até o final de abril haverá dez parques solares conectados, que poderão fornecer, em dias ensolarados, energia para o sistema nacional.
Mas como essa energia não pode ser armazenada, tudo depende de como o céu amanhece… ou não.
Então você já sabe: toda manhã, antes de fazer café, olhe para o céu. Porque agora, as nuvens não anunciam apenas chuva; também podem ser a antecâmara de mais um dia sem eletricidade.
Apesar do déficit elétrico e da nebulosidade, o regime não perdeu a oportunidade de celebrar a conexão de seis parques solares em março, conforme presumiu na rede social X o ministro Vicente de la O Levy.
Perguntas frequentes sobre a crise energética em Cuba e a energia solar
Como as nuvens afetam a geração de energia solar em Cuba?
A nebulosidade afeta a geração de energia solar porque reduz a quantidade de radiação solar que chega aos parques fotovoltaicos. Isso resulta em uma produção menor do que a planejada, como ocorreu recentemente no oeste de Cuba, onde os parques solares geraram 29 MWh a menos do que o esperado devido à presença de nuvens.
Qual é o impacto das quedas de energia na vida diária dos cubanos?
Os apagões em Cuba afetam significativamente a vida diária dos cidadãos, impactando o bem-estar familiar, a produção, os serviços de saúde e a educação. As interrupções constantes no fornecimento de eletricidade obrigam os cubanos a se adaptarem a uma "nova normalidade" de apagões frequentes que complicam suas atividades cotidianas.
Quantos parques solares estão em operação em Cuba?
Em Cuba, foram recentemente conectados seis parques solares em diferentes províncias, incluindo Granma, Artemisa, Villa Clara, Holguín, Matanzas e Ciego de Ávila. Esses parques fazem parte do esforço do governo para aumentar a geração de energia renovável, embora sua contribuição seja limitada diante da magnitude da atual crise energética.
Que medidas o governo cubano tomou para enfrentar a crise energética?
O governo cubano apostou em aumentar a produção de energia solar como uma medida para enfrentar a crise energética. No entanto, essa aposta chega tarde e sem o apoio de um plano integral que contemple a modernização do sistema elétrico, a diversificação da matriz energética e a eficiência operacional, o que limita seu impacto real na estabilização do fornecimento elétrico.
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