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Durante sua primeira visita aos municípios de Guantánamo, o governante cubano Miguel Díaz-Canel destacou a produção de carne e leite de búfala no Coletivo #1 da empresa pecuária Iván Rodríguez, apresentando-a como um exemplo do potencial deste tipo de gado no país.
O mandatário destacou o processo de treinamento e adaptação do gado bufalino às condições cubanas para o trabalho agrícola, assegurando que essa iniciativa pode contribuir para a preparação da terra, o cultivo e o transporte de insumos e produtos, informou a Presidência Cuba na rede social X.
Nesta entidade, desenvolve-se um programa de produção de leite, carne e entrega de material genético para o fomento deste rebanho em seis municípios, apesar das dificuldades que o setor agropecuário enfrenta no país.
Segundo informou o jornal Venceremos em seu perfil no Facebook, o percurso de Díaz-Canel pelo município de Niceto Pérez incluiu uma visita à Vaquería Browe, pertencente à Granja #2 Criação de Búfalos da Empresa Pecuária Iván Rodríguez.
Lá, o governante considerou significativa a produção de carne e leite, apesar da seca e das dificuldades enfrentadas por seus trabalhadores, outro exemplo triunfalista da narrativa oficial que vende ao mundo a ideia de que Cuba é um país próspero.
Nesta unidade pecuária, Díaz-Canel também reconheceu o esforço dos vaqueiros para domar os robustos exemplares e empregá-los em atividades como tração animal, transporte e outras tarefas típicas da pecuária, indicou o texto de Venceremos.
O regime tem promovido nos últimos anos a criação de búfalos como uma alternativa diante da crise alimentar e da escassez de gado bovino.
No entanto, apesar dos discursos oficiais, a realidade do país continua marcada pela falta de carne e leite, assim como pela precariedade no setor agropecuário.
Anos atrás, segundo dados oficiais, Cuba importou 2.984 búfalos, dos quais 279 eram da variedade de rio, procedentes do Panamá e de Trinidad e Tobago, enquanto 2.705 eram de pântano, trazidos da Austrália.
Embora esses números iniciais tenham crescido significativamente em poucos anos, a realidade atual contrasta drasticamente com aquela expansão. Hoje, a escassez deste recurso no país evidencia a incapacidade do regime para sustentar e desenvolver projetos agropecuários a longo prazo.
Enquanto Díaz-Canel elogia a produção de carne e leite de búfala em Guantánamo, a realidade para as famílias cubanas é outra: a falta de suprimentos e a escassez continuam a afetar seu dia a dia.
A escassez de alimentos em Cuba atingiu níveis alarmantes, e o governo começou a distribuir em janeiro xarope de cola como um substituto do leite para crianças, provocando a indignação das famílias afetadas.
Desde dezembro, o regime anunciou dificuldades para garantir o leite em pó, oferecendo inicialmente chocolate como alternativa, mas a nova medida gerou uma onda de críticas.
Perguntas frequentes sobre a produção de carne e leite de búfala em Cuba
Qual é o objetivo da produção de carne e leite de búfala em Guantánamo?
O objetivo é promover o potencial do gado bufalino em Cuba, destacando sua adaptação ao ambiente local para contribuir à agricultura e ao desenvolvimento pecuário em vários municípios. Esta produção é vista pelo governo cubano como uma alternativa diante da crise alimentar e da escassez de gado bovino.
Quais são os desafios enfrentados pela produção de carne e leite de búfala em Cuba?
A produção enfrenta desafios como a seca e a precariedade do setor agropecuário, o que dificulta a manutenção de projetos agropecuários a longo prazo no país. Apesar das iniciativas, a realidade das famílias cubanas é marcada pela falta de suprimentos e pela escassez contínua de alimentos.
Como tem sido a adaptação do gado bufalino em Cuba?
O gado bufalino foi treinado e adaptado para trabalhar em condições cubanas, participando de tarefas agrícolas como tração animal e transporte de insumos. Essa adaptação é um ponto-chave que o governo cubano destaca como um avanço em direção à soberania alimentar.
Que críticas foram levantadas sobre a gestão do governo cubano no setor agropecuário?
Apesar dos discursos oficiais, as críticas apontam para a incapacidade do governo em sustentar projetos agropecuários a longo prazo. A escassez de alimentos e a falta de recursos evidenciam uma gestão ineficiente, que não consegue satisfazer as necessidades básicas da população cubana, enquanto promove uma imagem de sucesso no exterior.
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