Campesino de Matanzas denuncia: "Os criminosos me roubaram e a polícia quer me tirar a ração."

Jaime Octavio García Reyes denunciou abusos policiais após ser detido em Martí. Defendeu a legalidade de seus bens e criticou a inércia da polícia diante de roubos repetidos em sua propriedade no município de Colón.

Jaime Octavio García Reyes denuncia abusos policiaisFoto © Collage Facebook / Jaime Octavio García Reyes e CiberCuba

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O camponês Jaime Octavio García Reyes foi detido recentemente no município de Martí, Matanzas, enquanto transportava alimentos para animais e materiais de construção.

Posteriormente, após ser apontado nas redes sociais por um perfil que fala em nome do regime, García se defendeu das acusações e denunciou também ter sido vítima de abusos por parte da polícia.

O perfil de Facebook “Con Todos La Victoria”, aliado do Ministério do Interior (MININT), informou na terça-feira passada que as autoridades em Martí detectaram Jaime Octavio García Reyes transportando seis rolos de redes, 19 tubos e 10 sacos de ração em um caminhão, sem a documentação que justificasse sua procedência.

Captura Facebook / Con Todos La Victoria

De acordo com a publicação, Jaime deve responder perante a justiça por supostas atividades delitivas relacionadas a esses materiais.

No entanto, no dia seguinte, na seção de comentários da publicação, o próprio Jaime Octavio García Reyes refutou as acusações contra ele, defendendo a legalidade dos materiais transportados.

Captura de comentário Facebook / Com Todos, A Vitória

Segundo suas palavras, a ração e os materiais que transportava tinham uma origem legítima e ele contava com a documentação correspondente: “As malhas são da minha propriedade, e a ração tem sua fatura”, afirmou.

O camponês explicou que as autoridades o detiveram injustamente, apesar de ter apresentado provas que respaldam a legalidade dos bens transportados: “Eu dei provas, faturas e vídeos da minha propriedade com meus animais”, destacou, sublinhando que os documentos demonstravam que os materiais e a alimentação eram de sua propriedade.

García também detalhou que teve que transferir tudo relacionado à sua propriedade para outro lugar devido aos constantes roubos que sofreu: “Fui roubado três vezes, e nas três vezes fiz a denúncia, mas a polícia de Colón nunca fez nada”, denunciou.

Apesar de ter fornecido provas sobre os responsáveis pelos roubos, afirmou que as autoridades não tomaram nenhuma ação a respeito.

Em seu relato, García Reyes também descreveu as condições a que foi submetido após sua detenção: “Me prenderam em Martí e me colocaram na cela sem comer, sem nada para me cobrir e não deixaram eu ligar para ninguém”, comentou, deixando claro seu descontentamento com o tratamento recebido.

Finalmente, agradeceu à sua família, que intercedeu para que a medida de detenção fosse modificada: “Graças a Deus e à minha família que se mobilizou para que me trocassem a medida, pois queriam me prender”, escreveu.

No entanto, expressou sua preocupação com a situação atual: “Os ladrões me roubaram, e agora a polícia quer me tirar o alimento”, concluiu com indignação.

Esta resposta de García Reyes evidencia não apenas sua defesa diante das acusações, mas também a frustração com a falta de ação policial em relação aos roubos que afetaram seu trabalho como camponês.

Con frequência, os camponeses cubanos enfrentam o constante cerco de ladrões, a indiferença do regime e, em muitos casos, o abuso de autoridade por parte das forças policiais.

Um camponês cubano denunciou as más condições em que trabalha o campo, marcado pela escassez de recursos e pela exploração dos chefes, aos quais criticou por viverem “de mentiras”.

“Aqui os chefes só fazem nos enganar com mentiras e vigiar para que a gente tenha produção, para então não desgrudar os olhos de cima de nós”, declarou o camponês à mídia independente ADN Cuba.

Em outubro passado, a apreensão de vários caminhões com alimentos pertencentes a camponeses em Santiago de Cuba desencadeou uma onda de indignação nas redes sociais.

O jornalista independente Yosmany Mayeta Labrada denunciou o ocorrido através de seu perfil no Facebook, apontando que a polícia confiscou as mercadorias no local conhecido como "El Fuego".

Perguntas frequentes sobre a detenção e denúncias de abuso policial em Matanzas

Por que Jaime Octavio García Reyes foi detido em Matanzas?

Jaime Octavio García Reyes foi detido por transportar alimento para animais e materiais de construção sem a documentação adequada, segundo as autoridades. No entanto, García Reyes afirmou ter documentação que justificava a legalidade dos materiais transportados, incluindo faturas e vídeos de sua propriedade.

O que Jaime Octavio García Reyes denunciou sobre a atuação da polícia?

Jaime Octavio García Reyes denunciou ter sido vítima de abusos por parte da polícia, afirmando que foi detido injustamente e submetido a condições inadequadas durante sua detenção. Também apontou a inação policial diante dos roubos que sofreu em sua propriedade.

Como a criminalidade afeta os camponeses em Cuba?

A criminalidade afeta gravemente os camponeses cubanos, que sofrem constantes roubos de suas propriedades e animais. Muitos denunciam a falta de uma resposta efetiva por parte da polícia, o que aumenta a insegurança nas zonas rurais e desestimula o trabalho agrícola.

Qual é a percepção sobre a atuação do regime cubano diante do delito e da corrupção?

A percepção geral é de frustração e descontentamento em relação às ações do regime cubano diante do crime e da corrupção. muitos consideram que as medidas são ineficazes e não abordam as causas reais da criminalidade, enquanto se percebe uma falta de apoio aos camponeses e à população em geral.

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Equipe Editorial da CiberCuba

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