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Cuba volta a sofrer nesta quarta-feira um apagão geral no ocidente do país, que deixa sem serviço as províncias desde Pinar del Río até Cienfuegos, conforme reportou em suas o jornalista oficialista Lázaro Manuel Alonso.
Acorde à sua publicação, a União Elétrica está investigando as causas do incidente que provocou a desconexão do sistema elétrico da parte ocidental. No momento, desconhece-se a hora exata em que ocorreu o incidente.
En sua última atualização (19h00, hora de Cuba), a empresa estatal informou que o sistema elétrico nacional (SEN) contava com uma disponibilidade de 1.389 megawatts (MW) para uma demanda de 3.329 MW, cifrando as afetações provocadas por esse déficit em 1.972 MW.
Além disso, a empresa que é dirigida por Alfredo López Valdés indicou que a unidade 6 da central termoelétrica (CTE) de Diez de Octubre (Nuevitas) e a unidade 3 da CTE Antonio Maceo (Rente) sincronizaram nesta terça-feira às 15:45 e 17:07, respectivamente.
A tendência dos últimos dias indica um recrudescimento dos apagões no país. Na segunda-feira, o SEN apresentou um déficit de geração superior a 2.000 megawatts (MW). Durante o dia, o serviço elétrico foi afetado durante as 24 horas, com um pico de incidências de 2.105 MW às 19:00 horas.
Entre os principais incidentes reportados na véspera, a UNE indicou a ocorrência de avarias na unidade 2 de Felton e na unidade 3 de Renté, que foi sincronizada depois, por volta das cinco da tarde, de acordo com a atualização do boletim oficial.
Em manutenções, foram reportadas nesta terça-feira as unidades 5 de Mariel, 2 de Santa Cruz, 4 de Cienfuegos e na planta de tratamento de gás de Energás Puerto Escondido.
Por sua parte, a geração distribuída enfrentou a paralisação de 102 centrais —que somaram 914 MW fora de operação por falta de combustível— e outros 72 MW indisponíveis devido à escassez de lubrificante.
Em Havana, a Empresa Elétrica tem informado há semanas os usuários sobre interrupções diárias que obrigam a alterar a programação prevista devido à baixa disponibilidade do sistema.
A metade de setembro, Cuba registrou seu quinto apagão nacional em menos de um ano, um número que retrata com crueza a fragilidade do SEN e a incapacidade do regime para resolver uma crise que afeta a vida cotidiana de milhões de pessoas.
Dias antes, uma falha massiva do SEN havia provocado um apagão geral no Oriente de Cuba, deixando várias províncias da região sem serviço elétrico e causando impactos também no ocidente do país, particularmente na unidade 6 da termoelétrica de Mariel, quando a linha de 220 kV Nuevitas-Tunas se desconectou, o que desligou completamente o sistema de Las Tunas até Guantánamo.
Segundo reportou Alonso, a desconexão foi provocada por “condições meteorológicas adversas” e uma geração muito baixa na região oriental no momento do evento.
No final de outubro, após a passagem do furacão Melissa, o sistema elétrico cubano voltou a ficar em estado precário, provocando novamente a desconexão da região oriental e dias de apagões generalizados em todo o país.
Iniciado o mês de novembro, o serviço elétrico começou a se restabelecer lenta e gradualmente no leste do país, alcançando 50% do serviço no final da primeira semana, enquanto o déficit nacional continuava a aumentar.
Esta conjunção produziu um novo desequilíbrio: enquanto as províncias orientais recuperavam gradualmente sua conexão com o SEN, as do centro e oeste enfrentavam cortes mais extensos e frequentes, evidenciando mais uma vez a fragilidade estrutural do sistema.
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