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A estatal Unión Eléctrica, subordinada ao Ministério de Energia e Minas do regime cubano, informou em sua nota de 1 de dezembro de 2025 que a disponibilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN) ao amanhecer era de 1.300 megawatts (MW), frente a uma demanda de 2.450 MW, o que provocou mais de 1.100 MW de déficit desde as primeiras horas do dia.
Para o horário de pico, a situação será ainda mais crítica. O regime espera uma demanda máxima de 3.250 MW e uma disponibilidade de apenas 1.325 MW, o que deixará quase dois terços do país sem eletricidade simultaneamente, com um déficit de 1.925 MW. "Se as condições previstas se mantiverem, é prevista uma afetação de 1995 MW neste horário", aponta o relatório oficial.
A UNE reconheceu que ontem houve apagões durante as 24 horas e que não foi possível cumprir com a programação de fornecimento em províncias como Havana, onde foi relatada uma máxima afetada de 281 MW e blocos inteiros permaneceram desconectados por "emergência" durante toda a madrugada.
Entre as principais causas do colapso energético estão as avarias nas unidades 2 da CTE Felton e 3 da CTE Renté, além de manutenções em outras cinco termoelétricas, incluindo Mariel, Santa Cruz del Norte, Cienfuegos e Nuevitas.
Também 96 centrais de geração distribuída estão fora de serviço por falta de combustível, e 68 MW adicionais não podem operar devido à escassez de lubrificantes.
Havana sofreu apagões desde as 13:00 horas, com uma interrupção máxima de 281 MW às 19:00. Não foi possível restabelecer o serviço devido à baixa disponibilidade. Além disso, 118 MW foram afetados por emergências e, durante a madrugada, os cortes persistiram devido ao déficit, mantendo os blocos 3, 4, 5 e 6 sem energia, com 158 MW fora de serviço.
Embora o regime tente justificar a crise com a falta de divisas e a antiguidade do sistema, a raiz do problema é estrutural e deve-se a décadas sem investimento no setor energético, corrupção e dependência do controle estatal, que deixaram o país com um sistema elétrico obsoleto e ineficiente.
Especialistas estimam que seriam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares para recuperar minimamente o sistema, uma quantia impossível de arcar sob a atual política econômica do Partido Comunista.
Enquanto isso, os cubanos se preparam para mais uma longa noite sem luz, sem ventiladores ou refrigeração, com o calor, os mosquitos e o cansaço como companhia.
O regime promete soluções “a médio prazo”, mas a realidade diária demonstra que Cuba continua mergulhada em uma escuridão que vai muito além do elétrico.
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