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O regime venezuelano se queixou do anúncio do fechamento do seu espaço aéreo feito na sexta-feira pelo presidente Trump, que qualificou como um “ato hostil, unilateral e arbitrário”.
Em um comunicado este sábado de sua chancelaria, o governo de Maduro afirmou que a medida, que Trump não revelou como será implementada, é “uma ameaça explícita de uso da força”.
“Este tipo de declarações se inscrevem em uma política permanente de agressão contra nosso país, com pretensões colonialistas sobre nossa região da América Latina e do Caribe, negando o Direito Internacional”, diz o comunicado.
Dessa forma, o regime rejeita com “absoluta contundência” um fechamento que considera fora do direito internacional, uma vez que “nenhuma autoridade alheia à institucionalidade venezuelana tem competência para interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo nacional”.
Assim, asseguram que não aceitarão "ordens, ameaças nem interferências provenientes de nenhum poder estrangeiro".
Também acusam a Administração Trump de suspender “de maneira unilateral os voos de migrantes venezuelanos”, referindo-se à deportação de 13.956 migrantes em 75 voos.
O regime de Maduro faz “um chamado direto à comunidade internacional, aos governos soberanos do mundo, à ONU e aos organismos multilaterais correspondentes” para rejeitar “este ato de agressão imoral”.
Venezuela “saberá responder com dignidade, com legalidade e com toda a força que conferem o direito internacional e o espírito antiimperialista”, concluem.
Na sexta-feira, Trump anunciou o fechamento completo do espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela, em uma medida que eleva ao máximo a tensão regional e marca um novo capítulo na confrontação com o regime de Nicolás Maduro.
Em uma mensagem publicada em sua rede social, Trump dirigiu a ordem “a todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas”, advertindo que o espaço aéreo venezuelano “deve ser considerado fechado em sua totalidade”.
A instrução, escrita em letras maiúsculas, foi interpretada como um aviso militar direto tanto para a aviação civil quanto para operações ilícitas vinculadas ao narcotráfico e ao tráfico humano na região.
A mensagem do mandatário americana foi recebida por analistas internacionais como um possível prólogo a ações bélicas contra o regime chavista, dado que o fechamento total do espaço aéreo é uma medida que costuma preceder operações militares ou bloqueios aéreos estratégicos.
No contexto atual —com o aumento da presença naval e aérea dos Estados Unidos no Caribe— o aviso pode ser interpretado como uma fase preparatória para o isolamento total da Venezuela, com o objetivo de cortar rotas de suprimento, narcotráfico e apoio internacional ao governo de Maduro.
O fechamento do espaço aéreo pode afetar voos comerciais que conectam países do Caribe e América do Sul, e constitui uma das medidas mais severas tomadas por Washington desde o início de sua ofensiva contra o Cartel de los Soles.
Analistas consideram que a ordem presidencial marca um ponto de máxima pressão militar e política sobre a Venezuela, em meio ao crescente deslocamento de forças estadunidenses no Caribe e ao nervosismo do regime chavista diante de uma possível ação mais contundente.
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