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Uma tentativa de roubo de tubos de gás deixou os moradores de um edifício em Havana em alerta na madrugada desta segunda-feira, quando uma grande fuga obrigou famílias inteiras a saírem de suas casas no meio da noite, sem que a empresa estatal atendesse às ligações de emergência.
O fotorrepórter do jornal oficial Juventud Rebelde, Roberto Suárez, relatou em um vídeo denúncia a angustiante situação que viveram por volta das 3:00 da manhã, quando criminosos tentaram roubar parte do sistema de condução de gás manufaturado do imóvel.
Segundo contou, ao romper o cano, o edifício inteiro ficou inundado por um forte cheiro de gás enquanto os ladrões fugiam, deixando o conduto estourado no chão. “Arriscamos nossas vidas ali e tentamos fechar o cano de alguma forma, porque era inacreditável”, disse Suárez após uma noite sem dormir.
O fotorrepórter garantiu que ele e vários vizinhos chamaram repetidamente o número de emergência destinado a relatar vazamentos, 7204-5252, mas ninguém atendeu, apesar de ser uma linha que, segundo ele, deveria ser atendida por pessoal de plantão 24 horas.
"Esse número nunca respondeu. Supõe-se que quando você liga por um vazamento de gás é para algo urgente, não?", questionou, acrescentando que o suposto carro de patrulha também não apareceu.
Os bombeiros chegaram ao local, mas apenas porque um vizinho, em meio ao pânico, decidiu acioná-los diretamente devido à falta de resposta da empresa de gás.
Um problema que vem piorando "há tempos"
Suárez afirmou que o roubo de tubulações de gás se tornou comum há algum tempo, uma prática extremamente perigosa em edifícios com redes antigas e sem manutenção. Desta vez, os ladrões não conseguiram levar o trecho, mas provocaram um acidente que poderia ter custado vidas.
A denúncia volta a colocar sob o olhar crítico o deterioro acelerado dos serviços públicos em Cuba, onde o roubo de cabos elétricos, tampas de bueiros, peças de redes hidráulicas e agora tubulações de gás se torna cada vez mais frequente, em meio a uma crise econômica que arrasta o país para uma espiral de precariedade e insegurança.
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