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Altos funcionários do governo dos Estados Unidos teriam revelado que Nicolás Maduro teme ser assassinado por seus próprios aliados cubanos se decidir abandonar o poder na Venezuela, de acordo com um relatório da Axios que detalha supostas conversas internas da administração do presidente Donald Trump.
Os serviços de inteligência americanos citados sustentam que Maduro teme ser eliminado por seus assessores cubanos caso renuncie ao poder, uma vez que Havana controla os aparelhos de segurança e contrainteligência do regime venezuelano.
Maduro “sabe demasiado” sobre os acordos secretos entre ambos governos, incluindo transferências financeiras, redes de narcotráfico e operações conjuntas de inteligência, o que o torna um risco para os interesses da ditadura cubana se perder o poder, indica o documento.
“Parte do desafio de convencê-lo a renunciar é que seus próprios agentes cubanos poderiam executá-lo se ele ceder à pressão dos Estados Unidos”, cita o relatório.
Expresse que a influência do regime cubano na Venezuela continua sendo fundamental. Desde 2013, agentes cubanos controlam a inteligência, a segurança presidencial e uma boa parte do aparelho militar venezuelano, o que permitiu a Havana manter sua presença política e econômica em troca de petróleo e dinheiro.
Para os Estados Unidos, essa aliança é uma ameaça direta que sustenta tanto a repressão em Cuba quanto o narcotráfico regional.
De acordo com essas mesmas fontes, Trump planeja falar diretamente com Maduro, mesmo depois de Washington tê-lo designado oficialmente como líder de uma organização terrorista vinculada ao narcotráfico internacional.
Sobre os planos americanos, ressalta que “ninguém está planejando entrar e atirar ou sequestrá-lo —por enquanto. Não diria nunca, mas esse não é o plano no momento”, afirmou um alto funcionário citado pela Axios.
O reportagens detalha que pelo menos 83 pessoas morreram em 21 ataques com mísseis contra embarcações supostamente dedicadas ao narcotráfico no Caribe, como parte da operação militar americana “Southern Spear” (Lança do Sul).
Embora oficialmente a operação seja uma missão antidrogas, fontes militares admitem que também busca forçar uma mudança de regime em Caracas, enfraquecendo o controle de Maduro e sua aliança com Cuba, Rússia, China e Irã.
“Temos operações encobertas, mas não foram projetadas para matar Maduro. Elas têm como objetivo combater o narcotráfico”, afirmou um funcionário da Casa Branca.
“Se Maduro sair, não derramaremos uma lágrima”, destacou.
Segundo Axios, Trump considera que uma saída negociada poderia assegurar seu legado como o líder que "fez tudo o que pôde para deter o fluxo de drogas para os Estados Unidos".
“Vejo uma solução diplomática como algo muito provável”, disse um dos assessores de Trump. “O presidente quer resultados concretos, não apenas bombas.”
As relações entre o regime chavista e o cubano estão há décadas sob escrutínio.
Há três anos, o livro Cara e' crimen, do ex-deputado venezuelano Pablo Medina, revelou que "as verdadeiras causas da misteriosa morte de Chávez, assim como sua doentia relação com Fidel Castro, a ponto de acabar subordinando os interesses de sua nação aos de Cuba".
O autor afirma que Chávez não morreu na Venezuela, como diz a versão oficial, mas que seus restos foram enviados de Cuba. Além disso, o corpo recebido em Caracas não correspondia ao do líder venezuelano, que sofria de uma doença conhecida apenas por seu círculo mais próximo. Ao vê-lo, sua mãe disse: "Este não é meu filho", é afirmado no texto.
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