As Parrandas de Guayos, uma das festas mais antigas e queridas da região central de Cuba, celebraram seu centenário em 2025, reunindo cor, música e tradição popular em um evento que fez história.
A youtuber cubana Leyanet Pérez Orellana (@leyaorellana) compartilhou em suas redes sociais um vídeo que emocionou milhares de usuários, mostrando a energia e o orgulho com que o povo espirituano defendeu sua festa de bairros “La Loma” e “Cantarrana”.
“Este ano, as pessoas lutaram para que não tirassem sua parranda no ano do centenário, sua festa tradicional, o pouco que resta de alegria”, afirmou a criadora, homenageando aqueles que trabalharam durante meses para manter viva uma tradição que faz parte da alma cubana.
O evento, que teve vários adiamentos devido à passagem de um ciclone e à complexa situação econômica, finalmente foi realizado no dia 17 de novembro, com uma massiva participação popular.
Desde o amanhecer até a queima de fogos na madrugada, Guayos reviveu seu espírito festivo com desfiles, carroças, changüíes e aquela rivalidade amistosa que caracteriza seus bairros.
Durante o fim de semana, a pequena cidade espirituana se encheu de visitantes de toda a Ilha, incluindo antigos residentes que retornaram para celebrar os 100 anos de sua tradição. Segundo relatos locais, a festa gerou um impulso econômico na região e reforçou a identidade cultural de seus habitantes.
As Parrandas de Guayos, declaradas Patrimônio Cultural Imaterial da Nação, são uma das expressões mais autênticas do folclore cubano, onde a criatividade, a música e a competição se unem para homenagear a história local.
Em seu vídeo, Leyanet capta a essência desse sentimento: a alegria compartilhada, as cores, o barulho dos fogos e o orgulho de um povo que celebra mesmo em tempos difíceis.
A cem anos de seu nascimento, as parrandas continuam sendo o pulsar de Guayos: uma mistura de arte, resistência e comunidade. E, graças às redes, o olhar de uma jovem influenciadora permitiu que muitos cubanos —dentro e fora do país— revivessem à distância a emoção de uma tradição que se recusa a desaparecer.
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