Sete anos de prisão para mulher que provocou acidente onde morreu um cubano recém-chegado aos EUA.

Deverá cumprir sete anos em um centro penitenciário estatal e, ao sair, enfrentará mais 18 anos de liberdade condicional.

Sonal Nandkishor Patel e Omar OrtizFoto © Collage/Gwinnett County Sheriff's Office e Facebook/Diana Pérez

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Uma mulher de origem indiana e residente na Geórgia foi condenada a sete anos de prisão pelo acidente que custou a vida ao cubano Omar Ortiz, um jovem pai que havia chegado aos Estados Unidos apenas poucos dias antes do trágico ocorrido, e cujo caso tocou profundamente tanto sua família na ilha como a comunidade cubana no exterior.

Sonal Nandkishor Patel, de 40 anos, declarou-se culpado de homicídio veicular e de dirigir sob a influência de álcool e drogas, informou o meio local Shore News Network.

Captura do Facebook

Deverá cumprir sete anos em um centro penitenciário estadual e, ao sair, enfrentará mais 18 anos de liberdade condicional, segundo informou a Promotoria do condado de Gwinnett.

O acidente ocorreu em fevereiro de 2024 na Interestatal 85. De acordo com a investigação, Patel estava há dois dias sem dormir, havia consumido álcool, o medicamento Trazodona, usado para tratar ansiedade e depressão, e tinha cocaína no veículo. Além disso, conduzia com a licença suspensa.

Nesse estado, ela parou no meio da rodovia e adormeceu ao volante. O automóvel em que viajava Omar Ortiz, conduzido por uma familiar identificada como Leticia Almaguer, colidiu com o veículo parado de Patel. Omar morreu na hora.

Imagens da câmera corporal dos agentes mostraram que, mesmo após o impacto, Patel dizia que "estava bem", enquanto a família de Ortiz ficava destroçada.

A mulher já tinha antecedentes por dirigir embriagada em 2007 e, mesmo assim, conseguiu sair com fiança duas vezes durante o processo. Essa decisão indignou os familiares do jovem cubano. “Estamos muito decepcionados… é reincidente”, lamentou a advogada da família, Karina Deochand, em declarações a meios de comunicação locais.

Um sonho migratório truncado em 24 horas

Omar Ortiz havia chegado aos EUA através do parole humanitário, no dia 28 de janeiro de 2024 e morreu no dia seguinte, quando familiares de sua esposa o levaram para jantar para celebrar sua chegada.

Após o acidente, sua família em Cuba iniciou uma coleta desesperada para repatriar o corpo. Sua madrasta, Diana Pérez, pediu ajuda: “Aqui em Cuba há uma família destroçada (filhos), amigos.”

Sua esposa, Maylin Rodríguez, também clamou por apoio: “Estamos destroçados... cada granito conta”.

Leticia Almaguer, que viajava com Omar no momento do acidente, relatou que o jovem havia chegado “com a esperança de criar um futuro melhor para seus dois filhos”.

Amigos e familiares também expressaram seu pesar. “Irmão, amigo, pai... você estará sempre em nossas lembranças”, escreveu um deles após a tragédia.

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