Duas semanas depois de Melissa, o Plano Turquino continua incomunicável e utiliza mulas para receber alimentos

As comunidades do Plano Turquino em Cuba continuam isoladas após o furacão Melissa, com caminhos intransitáveis que obrigam a usar mulas para transportar alimentos básicos, refletindo a fragilidade viária.

Arrieros carregam a cesta básica em mulas diante da impossibilidade de prosseguir pela estrada em uma área do Plano Turquino, em Pilón.Foto © Facebook/Dayamis Silva Lara

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Duas semanas após a passagem do furacão Melissa, as comunidades do Plano Turquino no município granmense de Pilón continuam enfrentando graves afetos nas vias, com trechos onde o transporte só é possível a cavalo. Os deslizamentos, os cortes nas estradas e a deterioração acumulada da infraestrutura mantêm isolados vários assentamentos.

A presidenta do Conselho de Defesa Municipal, Dayamis Silva Lara, confirmou que a cesta básica continua sendo transportada por meio de um sistema misto, onde os produtos chegam em caminhões até onde o caminho permite e, a partir daí, devem ser carregados por carregadores que os distribuem entre as comunidades serranas. Uma imagem que revela a magnitude dos danos e a fragilidade dos caminhos rurais do Turquino.

Captura de Facebook/Dayamis Silva Lara

Em seu relatório, Silva Lara explicou que os carregadores sobem centenas de pés de elevação por longas jornadas para garantir que a cesta básica chegue a famílias que continuam praticamente incomunicadas.

O problema não é exclusivo de Pilón. Nas províncias orientais, a passagem de Melissa deixou um rastro de caminhos bloqueados, pontes erodidas e comunidades isoladas. Em Santiago de Cuba, as autoridades relataram vias cobertas por deslizamentos, rios transbordados e interrupções que dificultaram o acesso até mesmo a áreas de evacuação.

As afetaciones foram catalogadas como severas em povoados como El Cobre, onde a destruição de estradas deixou vários bairros em situação crítica.

Além disso, diversos relatos apontaram que a restauração das vias avança lentamente devido à falta de recursos, à complexidade do terreno montanhoso e ao deterioramento anterior da infraestrutura.

Em vários municípios do leste, ainda persistem cortes, trechos intransitáveis e caminhos onde apenas equipamentos especializados podem operar, o que mantém centenas de famílias dependendo de soluções improvisadas para acessar alimentos e serviços básicos.

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