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A Junta Estadual de Educação da Flórida aprovou esta semana novos padrões de ensino sobre a história do comunismo nas escolas públicas, marcando o que as autoridades descrevem como o plano mais ambicioso do país sobre este tema.
As normas, que contaram com a supervisão de educadores e especialistas do estado, serão implementadas a partir do ano letivo de 2026-2027 no ensino secundário e no bacharelato.
O objetivo, segundo o Departamento de Educação da Flórida, é proporcionar aos estudantes uma compreensão detalhada de como os regimes comunistas reprimem as liberdades individuais, abusam do poder e geram sofrimento em grande escala.
O Comissário de Educação, Anastasios Kamoutsas, assegurou que os padrões aprovados garantirão que os alunos conheçam "a brutal realidade da vida sob o comunismo" e que apreciem mais os princípios de liberdade que caracterizam os Estados Unidos.
A Dra. Grazie Pozo Christie, membro da Junta Estadual de Educação, destacou que o currículo permitirá aos jovens "tornar-se cidadãos mais informados e preparados para salvaguardar nossa república constitucional para as gerações futuras".
Os novos padrões incluem uma análise profunda dos regimes de Cuba, Venezuela, China e da antiga União Soviética.
O governador Ron DeSantis, promotor da iniciativa, enfatizou a necessidade de que os jovens aprendam sobre os perigos do comunismo e prestem homenagem aos mais de 100 milhões de vítimas desses regimes.
Em 2022, promulgou a Lei 395 da Câmara dos Representantes, que estabelece o dia 7 de novembro como Dia das Vítimas do Comunismo, e que exige que as escolas dediquem pelo menos 45 minutos ao ensino sobre este dia.
Em 2024, reforçou seu compromisso ao promulgar a Lei 1264 do Senado, que amplia o requisito do Dia das Vítimas do Comunismo para incluir uma ensino integral sobre a história completa e o impacto global do comunismo.
A norma aprovada esta semana oferece diretrizes específicas para cursos de ensino médio e pré-vestibular, materiais adaptados para alunos com necessidades especiais e diretrizes para a seleção de livros didáticos alinhados com o currículo.
No entanto, a medida gerou debate entre acadêmicos e cidadãos.
Alguns consideram que os padrões são necessários para compreender os efeitos negativos do comunismo, mas outros os consideram muito radicais e induzem os alunos a adoptar uma visão ideológica específica, em vez de fomentar a capacidade crítica e a análise independente.
A implementação desses padrões reforça a postura do estado da Flórida de priorizar a instrução sobre ideologias totalitárias e enfatizar a liberdade, além de oferecer às futuras gerações ferramentas para compreender a história política mundial e suas implicações sobre a sociedade e a cidadania.
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