Marines do exército estadunidense treinam manobras de desembarque em Porto Rico em meio à crescente tensão com a Venezuela.
Este sábado, o Comando Sul do exército americano disse no X que a Vigésima Segunda Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais realizou “operações de treinamento em Porto Rico”.
“As forças militares americanas estão posicionadas no Caribe em apoio à missão do Comando Sul, às operações conduzidas pelo Departamento de Guerra e às prioridades do presidente dos EUA para desarticular o tráfico ilícito de drogas e proteger a pátria”, acrescentaram.
A publicação foi acompanhada de um vídeo que mostra um desembarque anfíbio com apoio de várias unidades de helicópteros de transporte UH-1Y - a partir dos quais os fuzileiros navais também ensaiaram o desembarque - e helicópteros de ataque Apache, informou a EFE.
Além disso, no vídeo é possível ver como esquadrões de fuzileiros navais se transportam em um veículo todo-terreno Polaris MRZR e, em seguida, garantem posições.
No entanto, na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump negou relatos da imprensa sobre supostos planos para bombardear alvos militares venezuelanos.
“Não”, foi a resposta categórica de Trump ao ser questionado por jornalistas sobre um suposto ataque iminente contra instalações militares na Venezuela.
O desmentido chega poucas horas depois que meios de comunicação americanos afirmaram que o Pentágono já tinha identificados vários alvos vinculados ao narcotráfico em território venezuelano, incluindo depósitos de combustível e bases utilizadas pelo regime de Nicolás Maduro.
A secretária adjunta de imprensa, Anna Kelly, também rejeitou a versão e sublinhou que qualquer anúncio relacionado à defesa ou segurança nacional só pode vir do próprio presidente.
Um alto funcionário americano, citado pelo Nuevo Herald, afirmou que Maduro “poderia ficar preso em seu próprio país” se a operação for executada. “Há mais de um general disposto a entregá-lo”, assegurou a fonte.
O rumor de uma ofensiva aérea se espalhou após o recente envio à América Latina de um grupo de ataque naval liderado pelo porta-aviões de propulsão nuclear Gerald R. Ford, dentro da estratégia de segurança de fronteira de Washington.
A operação havia sido interpretada como um possível prelúdio de uma escalada militar contra Caracas.
Os relatórios jornalísticos tinham descrito a suposta ofensiva como uma “nova fase” na política de pressão de Washington, orientada a atingir estruturas militares e logísticas supostamente vinculadas ao narcotráfico do chamado Cártel de los Soles.
No entanto, a administração americana insiste que não há nenhuma ação militar programada "por enquanto".
Tais anúncios ocorrem após uma série de operações militares estadounidenses no Caribe, que incluíram ataques a embarcações supostamente vinculadas ao Tren de Aragua, organização venezuelana classificada como grupo terrorista.
A Casa Branca intensificou a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, que Trump acusa de liderar um cartel de drogas.
O mandatário também confirmou que autorizou operações encobertas da CIA na Venezuela, sob a justificativa de que o país sul-americano “liberou prisioneiros em direção aos Estados Unidos e permitiu o fluxo de drogas por rotas marítimas”.
Enquanto isso, legisladores democratas e republicanos expressaram preocupação com a legalidade das operações e estão promovendo uma resolução para proibir o uso de forças armadas em “hostilidades” contra a Venezuela sem a autorização do Congresso.
Embora a presença militar dos Estados Unidos tenha disparado os alarmes na região, analistas militares consideram improvável uma invasão em grande escala.
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