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Tetos arrancados, ruas bloqueadas, árvores caídas e comunidades inteiras sem eletricidade nem comunicação: o município de Baire, na província de Santiago de Cuba, amanheceu devastado nesta quarta-feira após a passagem do furacão Melissa.
O repórter Lázaro Manuel Alonso publicou no Facebook imagens do desastre sob o título: “Destruição em Baire. Imagens impactantes que nos chegam do local”.
Nas fotos, divulgadas também pelo Canal Caribe, observam-se casas colapsadas, postes de eletricidade derrubados e destroços por toda a localidade.
“Imagens testemunhas do furacão Melissa... Baire, 29 de outubro de 2025”, escreveu Alonso, acompanhado de um breve vídeo onde se pode apreciar a magnitude da devastação provocada pela passagem do ciclone.
O furacão Melissa impactou durante a madrugada com ventos superiores a 200 km/h, afetando com força os municípios de Contramaestre, Palma Soriano e Baire.
Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), o olho do sistema atingiu a terra na área de Uvero–Chivirico, deslocando-se então para o norte, com o quadrante direito —o mais perigoso— passando sobre o centro da província de Santiago.
Em redes sociais, as publicações sobre o que aconteceu em Baire se multiplicaram. A usuária Yau A. Salcedo escreveu: “Cada imagem que chega dói muito”, acompanhada por uma série de fotos que mostram o colapso de telhados, ruas inundadas e o desespero dos vizinhos tentando resgatar pertences entre os escombros.
Em outra publicação, Salcedo acrescentou: “A fúria do furacão Melissa deixou em seu rastro muita dor e tristeza. Em Baire, não lamentamos perdas de vidas humanas, mas sim muitos danos materiais”.
Suas palavras refletem a angústia de milhares de famílias que enfrentam as consequências da passagem do ciclone mais destrutivo que atingiu a região nos últimos anos.
Autoridades locais confirmaram que o serviço elétrico está completamente interrompido no município e que os sistemas de comunicação permanecem instáveis. Várias comunidades rurais ficaram isoladas devido à queda de árvores e deslizamentos de terra.
Estamos incomunicados; não há luz, não há sinal, e as pessoas tentam desobstruir as ruas com facões e machados, relatou um residente através de mensagens enviadas por radioamadores à emissora provincial.
Os equipos da Defesa Civil e do Ministério do Interior estão desplegados nas áreas mais afetadas, realizando trabalhos de desobstrução e avaliação de danos.
Segundo relatos preliminares, contabilizam-se dezenas de casas destruídas ou com danos severos, além de perdas significativas em culturas agrícolas e depósitos estatais.
Vecinos descreveram as horas do impacto como “uma madrugada de terror”. Muitos foram evacuados para centros de abrigo improvisados, enquanto outros permaneceram em suas casas reforçando telhados e portas para resistir ao vento forte.
“O barulho era ensurdecedor, como se um trem passasse por cima de nós. Sentíamos as paredes se movendo e o teto levantando”, contou uma mulher do bairro La Ceiba, onde várias casas ficaram completamente destruídas.
O furacão Melissa, que atingiu a categoria 3 ao cruzar o leste de Cuba, deixou um rastro de destruição em Santiago de Cuba, Guantánamo e Granma.
Embora as autoridades não relatem perdas de vidas humanas, os danos materiais são consideráveis e a recuperação pode levar semanas.
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