As primeiras marejadas associadas ao furacão Melissa já alcançaram o litoral sul da província de Granma, elevando o nível da água.
Segundo um post do canal local CNC TV Granma, “como se antecipou, a partir de hoje começaram a ocorrer fortes ressacas no litoral sul da região oriental de Cuba”. No vídeo que acompanha a publicação, é possível ver o mar agitado incessantemente.
Desde Punta de Piedra, perto de Marea del Portillo, o testemunho Yunior Blanco comenta: “Pode-se ver como a força do mar está aumentando… já podem ver como o mar”, enquanto as ondas se arremessam contra a costa rochosa.
Em paralelo, uma dirigente do município de Pilón, também em Granma, documentava mais cedo em um vídeo como “já se elevou o nível da água do mar e vejam já as ondas, a força que têm, a incidência do vento”.
A combinação de ventos que já estão se fortalecendo e um mar agitado que não dá trégua coloca o leste cubano em uma situação crítica. De acordo com relatórios do Instituto de Meteorologia de Cuba e outros meios, Melissa se intensificou rapidamente sobre as águas quentes do mar do Caribe, alcançando ventos máximos sustentados em torno de 220 km/h e espera-se que se torne um furacão de grande intensidade nas próximas horas.
As províncias do leste da ilha foram colocadas em alerta, diante da possibilidade de chuvas extremas (150-300 mm, chegando até 450 mm) e marés ciclônicas.
As imagens que estão surgindo do sul de Granma não apenas servem como um aviso visual, mas também como um testemunho humano do vertigem que causa ver o mar ganhar terreno.
Este cenário transcende o meteorológico e adentra o social. A região oriental de Cuba enfrenta apagões prolongados, falta de água potável e moradias deterioradas, o que multiplica a vulnerabilidade de milhares de famílias diante de um evento dessa magnitude.
Enquanto isso, a partir da CNC TV Granma, é recomendado evitar passeios pela costa ou qualquer atividade náutica nessas áreas. Como diz a mensagem: “O fenômeno afetará com maior intensidade, nas próximas horas, os mares ao sul de Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo.”
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