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A tempestade tropical Melissa continua se fortalecendo sobre o mar do Caribe central, onde mostrou uma melhor organização e um aumento na sua intensidade, com ventos máximos sustentados de 100 quilômetros por hora e rajadas superiores, segundo o aviso No. 8 do Instituto de Meteorologia (Insmet) de Cuba, emitido nesta sexta-feira às 18:00.
O centro do sistema está localizado a 16,0 graus de latitude Norte e 74,3 graus de longitude Oeste, a cerca de 345 quilômetros a sudeste de Kingston, Jamaica, e desloca-se lentamente para o norte, a apenas quatro quilômetros por hora.
De acordo com a previsão, Melissa irá inclinar sua trajetória para o oeste nas próximas 24 horas e pode alcançar a categoria de furacão durante o fim de semana.
O Centro de Prognósticos do Insmet destacou que o fenômeno “representa um perigo potencial para o território cubano”, por isso fez um apelo para acompanhar de perto as informações oficiais.
O próximo aviso será emitido às seis horas da manhã de sábado.
Este sexta-feira, o Estado Maior Nacional da Defesa Civil de Cuba decretou a Fase Informativa para as províncias de Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma, Holguín, Las Tunas e Camagüey a partir das 14:00 de hoje, com o objetivo de que as autoridades comecem a se preparar para a emergência meteorológica.
Por sua parte, o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos alertou sobre a possibilidade de que a tempestade tropical Melissa experimente uma intensificação acelerada nas próximas horas.
O fenômeno meteorológico pode evoluir até alcançar a categoria 5, com ventos máximos estimados de 250 km/h em um prazo de 60 horas, favorecido pelo fortalecimento de sua estrutura central e pelas temperaturas excepcionalmente elevadas do mar do Caribe.
Essa evolução eleva a ameaça para a Jamaica e, em uma fase posterior, para Cuba, cujo território poderia ser afetado ao final do período de previsão.
Nesse sentido, durante esta jornada, o meteorólogo José Rubiera alertou que Melissa está "prestes a se tornar um furacão" e que a Jamaica sofrerá um forte impacto devido a ventos e chuvas catastróficas durante vários dias, enquanto aumenta o perigo potencial para Cuba na primeira metade da próxima semana.
Ainda que ainda é uma tempestade tropical e está distante do leste de Cuba, intensas precipitações associadas ao meteoro provocaram deslizamentos de terra em áreas montanhosas e o colapso parcial da ponte principal de Quiviján, Baracoa, que ficou inabilitada para o trânsito de veículos.
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