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O regime cubano lançou uma nova ofensiva nacional contra o tráfico e consumo de drogas, com ações simultâneas em Pinar del Río, Holguín e Havana, conforme relatórios publicados pelo Ministério do Interior (MININT) e meios oficiais.
Sob a consigna “Contra as drogas se ganha”, e pressionados pelo aumento do consumo na ilha, a Polícia Nacional Revolucionária e outras forças do MININT asseguram ter reforçado os controles em terminais, pontos de estrada e áreas estratégicas, utilizando cães treinados para a detecção de substâncias ilícitas.
“Em Cuba não há, nem haverá, espaço para as drogas. Quem decidir ignorar isso, que saiba que as consequências serão reais e contundentes”, alertou o órgão do Ministério do Interior em redes sociais.
Em Pinar del Río, as autoridades afirmaram que a “busca por qualquer vestígio de substâncias ilícitas” foi intensificada, enquanto em Holguín ocorreu a oitava edição da Operação Nacional “Contra as drogas se ganha”, com detenções nos municípios de Urbano Noris, Mayarí e Holguín, e advertências a pessoas supostamente vinculadas a esses delitos.
Segundo o MININT, a estratégia inclui desde controles em farmácias comunitárias até palestras educativas em escolas de Banes, Gibara e outros municípios.
Na ESBU Raúl Cepero Bonilla, estudantes e professores participaram de um “debate franco” sobre as consequências do consumo de drogas, de acordo com o relatório oficial.
De forma paralela, as Tropas Guardafronteras patrulham as costas de Gibara e Guardalavaca para “reforçar a vigilância diante de possíveis tentativas de tráfego marítimo”.
Também em La Habana, a Universidad de las Ciencias Informáticas (UCI) recebeu uma “intervenção preventiva” sobre as consequências jurídicas e sanitárias do tráfico e consumo de drogas, com a participação de autoridades do Partido Comunista, do Governo municipal e representantes do Órgano de Enfrentamento Antidrogas.
O encontro incluiu intervenções sobre o impacto legal e social do narcotráfico, os riscos para a saúde mental e a importância da prevenção no âmbito educacional. Os organizadores afirmaram que há “tolerância zero” do Estado em relação a este fenômeno.
“Esta luta não é apenas tarefa das autoridades, mas uma responsabilidade de todos. Somente unidos, desde a família, a escola e a comunidade, poderemos proteger nosso futuro e vencer esta batalha contra o mal”, insistiu o MININT em seu comunicado.
Embora as autoridades insistam em apresentar Cuba como um país “livre de drogas”, o crescimento no número de detenções, apreensões e operações nos últimos meses aponta para uma realidade mais complexa.
Fontes não oficiais e depoimentos de cidadãos indicam um crescimento no consumo de substâncias entorpecentes entre os jovens, especialmente em áreas urbanas, impulsionado pela crise econômica e a falta de oportunidades.
Em redes sociais, alguns usuários questionaram o discurso triunfalista da campanha, apontando que o Estado cubano prioriza a repressão sobre a reabilitação e que o verdadeiro problema reside na degradação do tecido social e na perda de valores.
Enquanto o regime fala de "vitória moral e preventiva", a população enfrenta um panorama marcado pela pobreza, o êxodo juvenil e a desesperança, um terreno fértil para os males que o próprio sistema afirma combater.
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