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As fortes chuvas registradas nas últimas horas no município de Baracoa, província de Guantánamo, provocaram severas inundações em diferentes áreas do território, incluindo os bairros Flora e Turey.
As chuvas estão relacionadas com a Tempestade Tropical Melissa, cujo centro permanece se movendo lentamente perto da Jamaica, mas pode ganhar intensidade e atingir Cuba na quarta-feira, como um furacão poderoso.
Reportagens da emissora local Primada Visión mostraram imagens que os moradores da localidade compartilharam nas redes sociais nesta sexta-feira. As avenidas estão completamente alagadas. Na rua Mariana Grajales, a água alcançou níveis consideráveis e afetou residências e comércios.
De acordo com as informações oferecidas por Eider Milhet Laborí, presidente da Assembleia Municipal do Poder Popular (AMPP) de Baracoa, as intensas precipitações provocaram afetos significativos na demarcação de Quiviján, incluindo danos em infraestruturas críticas e culturas.
Entre as principais consequências do temporal destacam-se:
- Deslizamentos de terra em áreas montanhosas bloquearam trechos da rodovia central, dificultando a comunicação com comunidades rurais.
- Colapso parcial da ponte principal de Quiviján, uma estrutura vital que ficou totalmente inabilitada para o trânsito de veículos.
- Saturação do sistema de esgoto, devido à elevação dos córregos locais, o que resultou em inundações em várias áreas residenciais.
- Afectações agrícolas, principalmente nas culturas diversas e nas plantações de cacau, um dos setores econômicos mais importantes da região.
As autoridades locais permanecem em campo avaliando os danos e coordenando ações de resposta junto à Defesa Civil, enquanto as chuvas intermitentes continuam na região oriental do país.
A situação dos moradores se agrava devido aos apagões, à falta de comunicação e à escassez de informações oficiais que estão recebendo sobre o fenômeno meteorológico. Nas redes sociais de CiberCuba, observa-se como a desesperação cresce entre aqueles que permanecem sem eletricidade, sem acesso à internet ou telefonia.
“Estamos sem eletricidade em Granma, com mais de 18 horas diárias sem energia, e quando ela volta, dura apenas duas ou três horas. Assim não conseguimos nos informar sobre nada da tempestade”, escreveu um internauta.
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