Caminhão-tanque da CUPET capota em Cuba com mais de 30.000 litros de petróleo: Como aconteceu?

O acidente ocorreu depois das seis da tarde desta segunda-feira.

Caminhão-tanque de petróleo tombadoFoto © Facebook/CUPET

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Um caminhão-tanque pertencente à empresa estatal TRANSCUPET tombou na tarde de 20 de outubro de 2025 na Vía Blanca, na altura do desvio para Puerto Escondido, na província de Mayabeque, provocando um derramamento de mais de 31 mil litros de petróleo bruto.

Segundo informou a empresa Cuba Petróleo (CUPET) em seu perfil oficial no Facebook, o acidente ocorreu por volta das 18h40, quando o condutor do veículo, uma carreta com placa B 256192, perdeu o controle ao entrar na via secundária que leva à povoação costeira.

Foto: Captura do Facebook/CUPET

O motorista, que transportava o combustível dos poços para a bateria de Puerto Escondido, ficou ferido, mas sem risco de vida.

Foto: Captura do Facebook/CUPET

O lesionado foi transferido imediatamente para um centro médico em Santa Cruz del Norte, onde recebe atendimento especializado.

Foto: Captura do Facebook/CUPET

Derrame e resposta de emergência

O impacto provocou a capotagem total do caminhão e o derramamento de petróleo na estrada. Em questão de minutos, equipes especializadas do sistema CUPET se mobilizaram para conter o vazamento e recuperar parte do combustível derramado.

As autoridades do Ministério do Interior (MININT) e diretores da empresa petrolífera foram ao local para supervisionar as atividades de limpeza e avaliar as causas do sinistro, que ainda estão sendo investigadas oficialmente.

Foto: Captura do Facebook/CUPET

A empresa indicou que “está trabalhando na mitigação das consequências provocadas pelo derramamento”, embora até o momento não tenham sido oferecidos detalhes sobre a magnitude do impacto ambiental na área.

Fonte: Captura de Facebook/CUPET

Reações

A publicação da CUPET gerou dezenas de comentários de usuários, muitos dos quais expressaram alívio pela vida do motorista, embora não tenham faltado críticas às condições das vias e ao estado dos veículos.

"O mais importante é que não houve perdas humanas", escreveu um internauta, refletindo o sentimento generalizado.

"O melhor de tudo foi preservar a vida", apontou outro, enquanto abundavam mensagens de agradecimento e orações: "Graças a Deus o condutor não sofreu danos. Senhor, derrama tua misericórdia sobre nossa Cuba".

No entanto, também houve comentários que questionaram a formação dos motoristas e as condições técnicas do transporte estatal.

“Acho que os motoristas não têm a qualificação necessária para conduzir veículos com líquidos; é diferente de cargas estáticas”, opinou um usuário.

“Isso só acontece por excesso de velocidade”, apontou outro, enquanto alguém pedia “para verificar o GPS e ver a que velocidade estava se deslocando, pois carregava mais de trinta toneladas”.

Estradas em mau estado e fadiga laboral

Uma parte importante do debate destacou as precárias condições das estradas cubanas, especialmente na zona de Mayabeque.

“Entre o estado ruim da estrada e o quão lisas estão essas pneus, ainda bem que o dano não foi maior”, comentou um internauta.

“As causas são as más condições das ruas e estradas de Cuba… ali mesmo se vê um buraco cheio de óleo”, acrescentou outro, que também destacou o esgotamento dos motoristas após longas jornadas: “Rodam o dia todo e, quando chegam em casa, não conseguem descansar, sem eletricidade, com calor e mosquitos”.

Outros lembraram que não é a primeira vez que um acidente semelhante acontece nessa área.

“Acidentes comuns nesse trecho, trabalhei na empresa e perdi colegas nas mesmas condições”, escreveu um usuário.

“Tremendo buraco tem aí”, concordou outro, enquanto alguém observou que “as gomas não podem estar mais gastas”.

Em meio à preocupação, vários comentários refletiram o tom irônico e resignado com que muitos cubanos enfrentam a crise energética.

“Em um país que não tem nem um pouco de petróleo para acender o carvão, é incrível que se deixe largar um caminhão inteiro”, lamentou um comentarista.

Não é a primeira vez que ocorre um acidente desse tipo nesse trecho. Motoristas e antigos trabalhadores do setor petrolífero apontam que a área de Puerto Escondido é especialmente perigosa, devido ao deterioramento do pavimento, os buracos profundos e a falta de sinalização.

Segundo depoimentos coletados nas redes, os acidentes são frequentes e os transportadores precisam enfrentar longas rotas, pouco descanso e escasso manutenção de seus veículos, fatores que aumentam os riscos.

Até o fechamento desta nota, a CUPET não ofereceu novos detalhes sobre as causas do acidente nem sobre as perdas materiais. A empresa garantiu que as atividades de recuperação e despoluição continuam até eliminar os riscos decorrentes do vazamento.

O caso está sob investigação conjunta do Ministério do Interior e de técnicos da empresa petrolífera, que deverão determinar se o sinistro foi consequência de uma falha mecânica, excesso de velocidade ou erros humanos.

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