Trump alerta para uma “intervenção letal” se o Hamás continuar seus ataques em Gaza

Trump alerta para uma “intervenção letal” se o Hamás continuar seus ataques em Gaza

Donald TrumpFoto © Flickr / Gage Skidmore

Vídeos relacionados:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta terça-feira que ordenará uma “intervenção letal” se o grupo islamista Hamás retomar os ataques na Faixa de Gaza, apesar da trégua acordada entre Israel e a organização palestina.

Em uma mensagem publicada em sua conta oficial no X (anteriormente Twitter), o mandatário foi enfático: “Se o Hamas continuar matando pessoas em Gaza, o que não fazia parte do acordo, não teremos outra opção a não ser entrar e matá-los. Obrigado pela atenção a este assunto!”.

Publicação no Truth Social

A declaração do presidente chega apenas uma semana após o anúncio do acordo de paz entre Israel e Hamás, negociado em segredo pelo seu genro Jared Kushner e pelo empresário americano Steve Witkoff.

O pacto, revelado pela revista Time, permitiu o cessar-fogo após meses de conflito e a libertação de dezenas de reféns.

O Plano Kushner-Witkoff, apoiado por Trump, estabeleceu um cessar-fogo imediato, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza e a liberação de 20 reféns israelenses em troca da libertação de mais de 1.900 prisioneiros palestinos, incluindo 250 com prisão perpétua.

Também contemplou o acesso massivo de ajuda humanitária e a recuperação dos corpos dos cativos falecidos.

Segundo fontes diplomáticas, o acordo foi elaborado à margem do Departamento de Estado e foi negociado diretamente com representantes de Israel, Qatar, Egito e Turquia.

A Casa Branca apresentou o pacto como um sucesso pessoal do presidente Trump e como prova de sua capacidade de resolver conflitos internacionais com o que ele mesmo chama de “a arte do negócio”.

A segunda fase do acordo inclui a criação de um governo civil interino em Gaza, a desmilitarização do Hamás e uma força internacional de verificação composta por países árabes moderados. Também está previsto um programa de reconstrução financiado pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Trump assegurou que viajará “muito em breve” para Israel e Egito para participar de uma cerimônia simbólica de assinatura e supervisionar pessoalmente a implementação do acordo. “Falei um pouco alto com todos”, brincou o mandatário durante uma coletiva de imprensa, referindo-se às intensas negociações dos últimos dias.

O governo de Benjamín Netanyahu aprovou o pacto pela maioria no gabinete, embora enfrente fortes críticas de setores que consideram que as concessões ao Hamás poderiam fortalecer o grupo a longo prazo.

Analistas israelenses afirmam que o acordo foi possível graças à pressão direta de Washington e ao desgaste após meses de ofensiva militar.

Arquivado em:

Equipe Editorial da CiberCuba

Uma equipe de jornalistas comprometidos em informar sobre a atualidade cubana e temas de interesse global. No CiberCuba, trabalhamos para oferecer notícias verídicas e análises críticas.