Embaixada dos EUA desmente o regime: “Cuba pode comprar alimentos e medicamentos livremente”

A Embaixada dos EUA afirma que Cuba pode comprar alimentos e medicamentos livremente, desmentindo o discurso oficial cubano sobre restrições. Eles apontam que a falta de suprimentos se deve a outros fatores internos.

Importações dos EUA para Cuba, imagem de referênciaFoto © Wikimedia Commons

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A Embaixada dos Estados Unidos afirmou que Cuba pode adquirir alimentos, medicamentos e equipamentos médicos sem restrições por parte de Washington, desmentindo o discurso oficial de Havana que atribui ao “bloqueio” a falta de insumos básicos.

Segundo a declaração, há décadas as leis e regulamentos americanos permitem explicitamente essas exportações para a ilha.

O comunicado acrescenta que as limitações financeiras e comerciais dos Estados Unidos a determinadas transações —vinculadas a entidades controladas pelos serviços de segurança cubanos— não impedem que Cuba compre produtos estrangeiros através de terceiros países.

Em outras palavras, o marco regulatório não bloqueia a compra internacional de alimentos, medicamentos ou equipamentos, como afirma reiteradamente o Governo cubano.

"As restrições americanas a certas transações entre cidadãos americanos e certas entidades em Cuba (propriedade ou controladas pelos serviços de segurança) não proíbem a venda de produtos estrangeiros a Cuba provenientes de países terceiros", explicou a sede consular.

A representação diplomática qualificou de “discursos falsos” os argumentos do regime que responsabilizam os Estados Unidos pelo desabastecimento sanitário.

Captura de Facebook

Afirmou ainda que, quando diplomatas e congressistas americanos ofereceram facilitar a aquisição de suprimentos e equipamentos médicos, Havana rejeitou a ajuda e optou por manter a narrativa de vitimização.

A nota da Embaixada ocorre em um contexto de crise sanitária e falta de medicamentos reportada por cidadãos e profissionais da saúde na ilha, um terreno onde o Governo costuma atribuir o deterioro às sanções.

A clarificação americana, no entanto, insiste que não existem impedimentos legais para que Cuba compre no mercado internacional essas categorias de produtos.

A declaração coloca na responsabilidade do governo cubano explicar por que persistem os desabastecimentos se existem vias legais para adquirir insumos essenciais.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, denunciou que o embargo dos Estados Unidos causou ao país danos avaliados em 7,556 bilhões de dólares em 2024, segundo cálculos oficiais.

Rodríguez afirmou que, se essa política não existisse, o Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes teria crescido 9,2% no ano passado.

Embora o governo insista em atribuir a crise ao embargo americano, economistas independentes sublinham que o deterioro também se explica pela baixa produtividade, pelo crescente déficit fiscal, pela falta de investimento estrangeiro e por um modelo centralizado incapaz de gerar divisas de forma sustentável.

Isso sem contar a corrupção atribuída ao regime: uma investigação recente revelou que GAESA, conglomerado militar cubano, acumula mais de 18.000 milhões de dólares enquanto a população enfrenta escassez.

Perguntas frequentes sobre as relações entre Cuba e os Estados Unidos e o embargo

Cuba pode comprar alimentos e medicamentos dos Estados Unidos?

Sim, Cuba pode adquirir alimentos, medicamentos e equipamentos médicos sem restrições por parte de Washington. Segundo a Embaixada dos Estados Unidos, as leis e regulamentos americanos permitem explicitamente essas exportações para a ilha. As restrições financeiras e comerciais se aplicam a determinadas transações vinculadas a entidades controladas pelos serviços de segurança cubanos, mas não impedem a compra de produtos estrangeiros através de países terceiros.

O que o governo cubano argumenta a respeito do embargo dos Estados Unidos?

O governo cubano atribui a falta de insumos básicos e os problemas econômicos ao embargo estadunidense, a que chama de "bloqueio". O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla afirmou que o embargo causou danos avaliados em 7,556 bilhões de dólares em 2024. De acordo com o regime, se essa política não existisse, o PIB de Cuba teria crescido 9,2% no último ano. No entanto, economistas independentes apontam que o deterioro econômico também se deve à baixa produtividade, ao crescente déficit fiscal, à falta de investimento estrangeiro e a um modelo centralizado incapaz de gerar divisas de forma sustentável.

Por que persiste o desabastecimento em Cuba se é possível comprar produtos no exterior?

A Embaixada dos Estados Unidos afirma que não existem impedimentos legais para que Cuba compre produtos essenciais no mercado internacional. No entanto, o governo cubano sostiene que o embargo complica as transações financeiras e comerciais. As críticas apontam que a baixa eficiência econômica, a falta de reformas estruturais e a corrupção dentro do regime contribuem significativamente para a escassez na ilha.

Qual é o papel da GAESA na economia cubana?

GAESA é um conglomerado militar cubano que acumula mais de 18 bilhões de dólares. Enquanto a população enfrenta escassez, GAESA se beneficia de fundos públicos e controla grande parte da economia cubana. Este conglomerado é um exemplo de como o regime prioriza os interesses da elite em detrimento das necessidades sociais, destinando uma grande parte do investimento a setores como turismo, em vez de saúde ou educação.

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