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Cuba registrou 502 mortes em acidentes de trânsito de janeiro a agosto de 2025, quase 80 % dos falecidos por essa causa em todo o ano anterior, o que aponta para um aumento da mortalidade por incidentes nas vias do país.
A Comissão Nacional de Segurança Viária informou esta semana que nos primeiros oito meses do ano foram registrados 5.025 acidentes -41 a mais do que no mesmo período de 2024-, devido aos quais 4.516 pessoas ficaram feridas.
No ano passado, os acidentes de trânsito (7.507) resultaram em um total de 634 falecidos e 6.613 feridos, números inferiores aos de 2023.
De acordo com as estatísticas oficiais mais recentes, divulgadas pela Agência Cubana de Notícias, em sete de cada 10 ocorrências houve vítimas, principalmente devido ao choque de veículos, que continua sendo o acidente “mais perigoso”, responsável por 36% do total de óbitos.
Entretanto, cada acidente provocado por excesso de velocidade registra pelo menos uma vítima e a cada cinco sinistros por essa causa, uma pessoa falece.
Villa Clara, Santiago de Cuba, Granma e Artemisa são as províncias com o panorama mais crítico, pois os acidentes aumentaram em mais de um terço em relação a 2024, revelou o chefe da Direção Nacional de Trânsito do Ministério do Interior (Minint), coronel Roberto Rodríguez Fernández.
Enquanto isso, a maior periculosidade tem sido reportada em Havana, Ciego de Ávila, Villa Clara, Holguín e Santiago de Cuba, especialmente devido a incidentes envolvendo condutores de motos e ciclomotores e pedestres.
Segundo Rodríguez, as indisciplinas dos motoristas desses veículos causam cerca de 11 acidentes diários e, em média, sete feridos e um falecido a cada seis dias. Ele afirmou que esses meios de transporte estão implicados em 52% dos incidentes de trânsito no país e provocaram 32% das mortes e 42% dos feridos.
O relatório da Comissão Nacional de Segurança Viária considera entre as principais causas de acidentes neste período a falta de atenção ao controle do veículo e o desrespeito ao direito de passagem, com 63% dos incidentes.
A essas causas, foram adicionados os problemas técnicos, as infrações de pedestres e condutores de motos e ciclomotores, além da ultrapassagem indevida, que em conjunto provocaram 25% dos acidentes e 28% das mortes.
No obstante, embora não tenham sido mencionados, continuam a ser determinantes na acidentalidade o mal estado, a falta de sinalização e a escassa iluminação de ruas e estradas, além da antiguidade e do deterioro da frota de veículos do país.
Perguntas frequentes sobre a mortalidade por acidentes de trânsito em Cuba
Qual é o número de falecidos por acidentes de trânsito em Cuba durante 2025?
Em Cuba, foram registradas 502 mortes em acidentes de trânsito de janeiro a agosto de 2025, o que representa quase 80 % dos falecidos por essa causa em todo o ano anterior. Isso indica um aumento preocupante na mortalidade por acidentes viários no país.
Quais são as principais causas dos acidentes de trânsito em Cuba?
As principais causas dos acidentes de trânsito em Cuba são a falta de atenção ao controle do veículo e o desrespeito ao direito de passagem, que representam 63% dos incidentes. Além disso, somam-se os defeitos técnicos, infrações de pedestres e motoristas de motos e ciclomotores, e a ultrapassagem indevida, que em conjunto provocaram 25% dos acidentes e 28% das mortes.
Quais províncias de Cuba apresentam um panorama crítico em relação a acidentes de trânsito?
As províncias de Villa Clara, Santiago de Cuba, Granma e Artemisa são as que apresentam um panorama mais crítico, uma vez que registraram um aumento de mais de um terço nos acidentes em comparação com o ano anterior. Havana, Ciego de Ávila, Villa Clara, Holguín e Santiago de Cuba são as que relatam maior periculosidade, especialmente em incidentes que envolvem motos, ciclomotores e pedestres.
Que medidas o governo cubano tomou para enfrentar a acidentalidade viária?
O governo cubano implementou medidas de controle, como a imposição de multas e a suspensão de licenças de condução, além da realização de inspeções técnicas. No entanto, as causas estruturais não foram abordadas de maneira eficaz, como o mau estado das estradas. 75% das vias em Cuba estão deterioradas, o que agrava a segurança viária e não tem sido devidamente resolvido pelo regime.
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