Agrediram gravemente um jovem em Santiago de Cuba

O incidente ocorreu no bairro de Altamira.

O jovem que luta pela sua vida em Santiago de CubaFoto © Facebook/Yosmany Mayeta Labrada

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Um jovem de 20 anos, identificado como "Damián Ulises", ficou gravemente ferido após ser esfaqueado na tarde de terça-feira em Santiago de Cuba.

O incidente ocorreu concretamente no bairro Altamira, especificamente na área conhecida como “o Buraco de Panché”.

Testemunhas da agressão afirmam que a vítima recebeu uma facada profunda no abdômen, que inclusive provocou a exposição de parte de seus intestinos, segundo revelou no Facebook o jornalista Yosmany Mayeta Labrada.

Vizinhos e transeuntes conseguiram auxiliá-lo rapidamente, levando-o para uma unidade hospitalar em Santiago de Cuba, onde permanece internado com prognóstico reservado.

"Hasta o momento, desconhecem-se as causas do ataque, assim como a identidade do agressor, embora as autoridades já tenham iniciado as investigações correspondentes", reportou o comunicador em uma primeira publicação.

Em uma publicação mais recente, Mayeta Labrada indicou que o jovem continuava internado após uma complexa cirurgia realizada no Hospital Militar Joaquín Castillo Duany.

Según informaram familiares próximos, as feridas causadas por arma branca afetaram o cólon, os pulmões e outras partes do corpo.

O jovem foi submetido a uma intervenção cirúrgica de urgência e, dependendo de sua evolução, pode ser transferido para a Sala de Terapia Intensiva.

Su padre, Ulises, que se encuentra acompañándolo en el hospital, declaró al citado jornalista: “Mayeta, eu mesmo não sei nem o que aconteceu”, disse visivelmente afetado.

Ao ser questionado sobre possíveis antecedentes ou conflitos de seu filho, o pai respondeu brevemente: “Eu estou preparado para tudo”, insinuando que conhecia as dificuldades que o jovem enfrentava.

De acordo com relatos coletados na região, o ataque teria ocorrido após uma discussão sobre uma dívida, e o agressor, supostamente, o esfaqueou ao se recusar a pagá-la.

Vizinhos afirmam que Damián não é um jovem fácil e que tem vários antecedentes e conflitos anteriores, embora nunca tenha cumprido uma sanção formal por esses supostos acontecimentos.

O caso gerou grande tensão na comunidade de Altamira onde - segundo a fonte citada - "os atos violentos parecem se multiplicar sem que haja uma resposta efetiva".

Mayeta Labrada indicou que as autoridades locais estariam investigando o caso. No entanto, os meios de comunicação oficiais ainda não se pronunciaram sobre o que aconteceu.

Tampouco foi divulgada a identidade do agressor e não se sabe se foram feitas detenções oficiais.

Reações encontradas

O caso gerou uma intensa onda de comentários nas redes sociais, onde alguns condenam o ataque, enquanto outros apontam diretamente para a conduta anterior do jovem agredido.

“Fico maravilhado ao ver como as pessoas defendem sem saber. Ele tem cara de anjo, mas é um tremendo ladrão e golpista”, escreveu um internauta.

Segundo versões coletadas na comunidade, o fato teria ocorrido após uma discussão sobre uma dívida. Damián, supostamente, se negou a devolver uma quantia em dinheiro ao agressor e chegou a ameaçá-lo com uma arma branca.

O atacante se retirou do local, mas minutos depois voltou a se cruzar com o jovem, que teria o provocado novamente, e foi então que a agressão aconteceu.

Em contraste, familiares, amigos e pessoas próximas pedem compaixão e oração.

“Amor da minha vida, você está curado pelo sangue de Cristo”, escreveu uma mulher que se identificou como parte do círculo familiar.

Outros lembram-se de episódios difíceis de sua infância: problemas de saúde mental, a morte da mãe quando era criança e uma adolescência marcada pelo ambiente hostil do bairro.

Um bairro em tensão

Vizinhos de Altamira afirmam que os atos de violência se tornaram frequentes na região. “Em Santiago, já não é necessário assistir ao noticiário para saber que a violência está solta: basta sair à rua”, alertou Mayeta Labrada em um de seus textos.

Comentários como “Isso saiu do controle”, “Por Santiago não é bom nem sobrevoar” ou “Até quando tanta violência” refletem o cansaço social diante de uma espiral de agressividade que parece não ter freio.

Alguns responsabilizam diretamente as autoridades: “Essas coisas acontecem porque a PNR não quer trabalhar, deixando a juventude à deriva”, escreveu um usuário.

Outros apelam à educação e ao ambiente como causas profundas: “O bairro, a música, o ambiente… tudo está podre e os jovens se perdem nisso”.

Até o fechamento desta nota, não há informações adicionais sobre a evolução clínica do jovem ferido.

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