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As autoridades de saúde de Matanzas confirmaram um preocupante aumento dos casos de dengue e chikungunya em seis municípios da província, onde estão sendo intensificadas as ações de vigilância, fumigação e controle vetorial diante da alta de arboviroses.
Os territórios mais afetados são Matanzas, Cárdenas, Colón, Jovellanos, Jagüey Grande e Pedro Betancourt, conforme declarou Andrés Lamas Acevedo, diretor provincial de Higiene, Epidemiologia e Microbiologia, ao Periódico Girón. “Em todos esses territórios há presença de ambas as doenças em maior ou menor grau.”
Durante uma reunião com diretores de hospitais e do sistema municipal de saúde, foi discutida a implementação de um plano de enfrentamento à arbovirose, bem como “a disponibilidade de recursos para esse fim”.
Lamas explicou que a dengue é a doença “mais necessária de ser enfrentada, por ser aguda, hemorrágica e levar a pessoa a um estado de gravidade”. Ele detalhou que “as ações principais estão voltadas para os suspeitos de padecer dela”, enquanto que no caso da chikungunya, “produz dores articulares, febres elevadas, mas não em condição de gravidade”.
Também fez um apelo para que se procure o médico “diante de sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos, sangramentos, lipotimias)”, e esclareceu que para isso “estão previstos os hospitais”. Negou que exista colapso e afirmou que há “capacidade suficiente para atendimentos e internações”.
Lamas advertiu que “ao não se dispor da quantidade suficiente de bazucas para executar essa empresa, priorizam-se os territórios mais propensos ao fenômeno”. Acrescentou que “à medida que os equipamentos (como muitos que estão em reparo neste momento) forem aumentando, as pulverizações se estenderão a outras áreas”.
Nesse sentido, “diversos órgãos contribuem para integrar as brigadas de vetores junto ao pessoal do setor”.
O funcionário assegurou que todos os municípios têm um plano de enfrentamento, mas em alguns a execução é feita com mais intensidade. Em Colón, por exemplo, "há 200 estudantes de Medicina nessa função". As investigações, além de identificar casos febris nas residências, permitem determinar "onde se localiza a maior morbilidade".
As autoridades de Saúde destacaram a necessidade de cooperação comunitária para alcançar um cenário sanitário melhor nos próximos meses. “Precisamos, da mesma forma, da cooperação dos conselhos populares, delegados, CDR, circunscrições; ou seja, de todas as instâncias, para que possamos ter meses de novembro ou dezembro mais favoráveis na província, como esperamos”.
Em Jovellanos, está em funcionamento um sistema de fumigação extramuros com um veículo que "cuida da sanitização nas ruas e áreas externas". O mesmo modelo será aplicado em breve em Matanzas e Cárdenas.
Lamas assegurou que os sais de reidratação oral estão disponíveis nas farmácias, embora "não atendam toda a demanda possível". Por isso, orientou a população a preparar soro caseiro como alternativa, "utilizando um litro de água, uma colher de sal, um pouco de bicarbonato, açúcar e meio limão, com o qual se obtém o equivalente caseiro a um soro reidratante", disse.
Segundo informou o diretor nacional de Epidemiologia, Francisco Durán, a circulação do chikungunya em Matanzas começou entre junho e julho, como parte de um surto de arboviroses que também inclui dengue e oropouche. Embora não sejam relatados pacientes graves ou críticos, as internações para vigilância de riscos continuam e a consulta médica precoce é priorizada diante de qualquer quadro febril.
No município de Colón, foram registrados 435 síndromes febris inespecíficos na última semana. Mais de 46% das internações correspondem a crianças e cinco pacientes apresentam sinais de alerta, segundo o Hospital Dr. Mario Muñoz Monroy.
As limitações materiais também foram reconhecidas pelo Ministério da Saúde Pública, que enfrenta dificuldades para garantir inseticidas, bazucas, combustível e pessoal qualificado. As campanhas de fumigação agora dependem do apoio de voluntários, estudantes e trabalhadores de outros setores.
A situação sanitária em Matanzas continua sendo monitorada semanalmente pelas autoridades, que aspiram conter o surto antes do final do ano. No entanto, as condições materiais atuais continuam limitando a efetividade das ações em campo.
Perguntas Frequentes sobre o Surto de Dengue e Chikungunya em Matanzas
Quais são os municípios mais afetados pelo surto de dengue e chikungunya em Matanzas?
Os municípios mais afetados pelo surto de dengue e chikungunya em Matanzas são Matanzas, Cárdenas, Colón, Jovellanos, Jagüey Grande e Pedro Betancourt. As autoridades estão implementando medidas intensivas de controle nessas áreas devido ao aumento significativo de casos.
Que medidas estão tomando as autoridades para combater o surto de arbovirose?
As autoridades estão intensificando as ações de vigilância, fumigação e controle vetorial. No entanto, a escassez de recursos como inseticidas e equipamentos de fumigação limita a efetividade dessas ações, portanto, depende-se do apoio de voluntários e trabalhadores de outros setores.
Quais são os sintomas apresentados pelas pessoas afetadas por chikungunya e dengue em Matanzas?
Os sintomas de chikungunya incluem febre alta, dores articulares intensas e inflamação. O dengue, por outro lado, pode ser hemorrágico e levar a pessoa a um estado grave, apresentando sintomas como dor abdominal intensa, vômitos, sangramentos e lipotimias.
Como está afetando o surto a infraestrutura de saúde em Matanzas?
As autoridades asseguram que os hospitais têm capacidade suficiente para atender os pacientes. No entanto, as limitações materiais, como a falta de inseticidas e equipamentos de fumigação, estão dificultando as campanhas de controle vetorial, o que levou a depender do apoio de voluntários e estudantes.
Qual é o papel da comunidade no controle do surto de dengue e chikungunya?
A cooperação comunitária é crucial para alcançar um melhor cenário de saúde. As autoridades convocam a participação maciça na limpeza, saneamento de áreas comuns e eliminação de criadouros de mosquitos, além de manter práticas de higiene nos lares.
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