
Vídeos relacionados:
Miguel Calderón Gómez, lenda do basquetebol, cubano faleceu na quinta-feira aos 74 anos.
O diário oficial Granma dedicou uma breve nota confirmando o falecimento de Calderón, que vivia em condições precárias no Hospital Comandante Manuel Fajardo em Havana, conforme denunciou o jornalista Aníbal Oliva Yañez em fevereiro passado.
Calderón nasceu em 30 de outubro de 1950, em Havana, e fez parte da equipe mítica que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique-1972 e o quarto lugar no Campeonato Mundial de Porto Rico-1974, lembrou a nota de Granma.
Da mesma forma, treinou a seleção nacional masculina entre 1992 e 1999, foi responsável por equipes juvenis e formou várias gerações de atletas que se destacaram nacional e internacionalmente, acrescentaram.
A informação também listou os títulos de Calderón como treinador no Centrobásquet e suas múltiplas coroas com os Capitalinos na Liga Superior de Basquetebol.
Lenda no esquecimento
Em fevereiro, havia se tornado pública a situação do ex-basquetebolista, outra história do abandono que muitos atletas cubanos enfrentam após terem trazido glória ao país.
O jornalista Aníbal Oliva Yañez denunciou a situação em seu perfil no Facebook, destacando que o lendário jogador e treinador se encontrava em estado crítico e sem a assistência que merece.
Calderón havia perdido a visão e sofria de graves problemas de saúde. Encontrava-se prostrado em uma cama deteriorada, dependendo da solidariedade daqueles que ainda se lembram de sua história, enfatizou Oliva.
O destino de Calderón é compartilhado por muitos outros ídolos do esporte cubano, que terminam seus dias na miséria, sem apoio estatal e no mais profundo esquecimento.
Naquela época, a história de Miguelito Calderón gerou grande preocupação entre os amantes do esporte e suas glórias, incluindo o site de notícias Swing Completo, que repercutiu a denúncia e enfatizou que este não é um caso isolado, mas parte de um padrão sistemático de abandono aos atletas que deram tudo por Cuba.
Segundo o portal, a situação de Calderón expõe a falta de um sistema de proteção para os ex-atletas na ilha, que, após anos representando o país em eventos internacionais, acabam no esquecimento, sem assistência médica nem apoio econômico.
Além disso, Yasel Porto Gómez reagiu em suas redes: “Quando vi o texto do colega Aníbal Oliva, não conseguia acreditar. Esta foto compartilhada por Fernando Clavero é de nada menos que Miguelito Calderon, um dos técnicos ícones do basquete cubano.”
“Enfermo e cego, com um semblante totalmente diferente do que sempre conhecemos, o popular ex-jogador e treinador está atualmente hospitalizado”, enfatizou.
“Desgraciadamente, isso há muito tempo deixou de ser a exceção da regra. E essa realidade já é impossível de ignorar e, pior ainda, de defender. Não há justificativa”, disse com evidente frustração.
Em 2024, surgiram notícias semelhantes: Margarita Skeet, uma das grandes figuras do basquetebol feminino cubano, estava em total abandono e sobrevivia graças à ajuda de seus vizinhos no município Cotorro, Havana.
Perguntas Frequentes sobre o Abandono de Atletas Cubanos
O que aconteceu com Miguel Calderón Gómez, lenda do basquete cubano?
Miguel Calderón Gómez faleceu aos 74 anos, sobrevivendo em condições precárias em Havana. Apesar de seus feitos esportivos, incluindo uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Munique em 1972, passou seus últimos anos esquecido e sem o apoio necessário do governo cubano. Seu caso é um exemplo do abandono sistemático que muitos atletas na ilha enfrentam após suas aposentadorias.
É comum o abandono de atletas em Cuba após sua aposentadoria?
Sim, o abandono de atletas em Cuba após a sua aposentadoria é um problema recorrente. Muitos atletas que trouxeram glória ao país acabam vivendo na miséria, sem apoio estatal nem assistência médica adequada. Casos como os de Miguel Calderón, Roberto Limonta e Félix Lemus ilustram essa realidade preocupante, onde a falta de um sistema de proteção para ex-atletas é evidente.
Qual é a resposta do governo cubano diante do abandono de suas glórias esportivas?
A resposta do governo cubano tem sido insuficiente, com casos de atletas como Samuel Claxton e Miguel Calderón que faleceram em condições de vulnerabilidade sem o apoio necessário. Apesar de algumas manifestações de condolências por parte de figuras governamentais, a falta de políticas efetivas para garantir uma velhice digna às glórias esportivas continua a ser um problema grave.
Quais outras figuras do esporte cubano denunciaram situações similares de abandono?
Além de Miguel Calderón, outros atletas como Roberto Limonta e Félix Lemus denunciaram o abandono por parte das autoridades cubanas. Limonta, ex-lutador, revelou que nunca foram cumpridas as promessas de apoio após sua aposentadoria, enquanto Lemus vive na pobreza, enfrentando sérios problemas de saúde e sem o reconhecimento que merece por suas conquistas no boxe.
Arquivado em: