Governo admite que não conseguiu pagar patanas turcas: Apenas restam duas

O ministro de Energia de Cuba admite que a retirada de barcaças elétricas, por falta de pagamento, agravou a crise energética. Restam apenas duas de oito, afetando o fornecimento de energia no período de maior demanda.

Patana turca em HavanaFoto © YouTube / Canal Caribe

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O ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, reconheceu publicamente que uma das principais causas do agravamento da crise energética no país foi a retirada das patanas elétricas por falta de pagamento.

Durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira com meios oficialistas como Granma, o funcionário explicou que restam apenas duas das oito barcaças flutuantes que operavam no país. Elas fornecem 70 megawatts ao Sistema Elétrico Nacional (SEN).

"Todo o povo de Cuba sabe, porque é inteligente, que a causa da saída das patanas é que não se pôde pagar", afirmou De la O Levy.

A saída dessas unidades flutuantes ocorreu em agosto e provocou um aumento do déficit elétrico em plena fase de máxima demanda. Foi oficialmente informado que a retirada se devia a razões comerciais

"Podemos ter ineficiência, mas mais de 95% da verdadeira causa é a falta de financiamento. Está comprovado que os trabalhadores do sistema elétrico não descansam, e há uma falta real de recursos. Se não tivermos 100 milhões de dólares, não será possível realizar a manutenção capital da Termoelétrica Guiteras", expressou o ministro.

Apagões, déficit e geração crítica

O titular do Minem indicou que o sistema elétrico opera atualmente com um déficit de geração superior a 2.000 MW, o que resultou em apagões prolongados e massivos, como o registrado esta semana em Havana após a saída imprevista da unidade 5 de Nuevitas. Para evitar um colapso total do sistema, foram desconectados circuitos inteiros na capital.

Durante a intervenção, também foi informado que a unidade 1 da central termoelétrica Lidio Ramón Pérez, em Felton, Holguín, será incorporada ao SEN neste fim de semana, com uma potência superior a 220 MW, após uma reparação concluída antecipadamente.

Além disso, foi mencionada a recuperação da geração nos locais de Mariel, que foi afetada por uma ruptura em uma tubulação de água do mar, e a conclusão dos ajustes na unidade 5 de Renté.

Energia solar e baterias a caminho

Em meio ao colapso do sistema baseado em termoelétricas obsoletas e sem manutenção, o governo cubano aposta na expansão da geração solar. De la O Levy indicou que já estão instalados 656 MW dos 1.000 MW previstos para este ano, e que parques solares estão sendo sincronizados semanalmente.

A isso se soma a aquisição de baterias de acumulação de energia para a regulação de frequência, que já estão prontas para embarque e instalação. O ministro assegurou que essas tecnologias são vitais para evitar disparos do sistema e melhorar sua estabilidade.

Apesar das projeções otimistas, o panorama financeiro continua sendo um sério obstáculo. O próprio ministro reconheceu que “não quer dizer que o combustível esteja estável” e admitiu tensões severas pela falta de recursos para lubrificantes, peças de reposição e manutenção.

Perguntas frequentes sobre a crise energética em Cuba

Por que as patanas elétricas foram retiradas em Cuba?

As barca elétrica foram retiradas principalmente pela impossibilidade do governo cubano de pagar seus serviços. Atualmente, restam apenas duas das oito barcaças flutuantes que operavam no país, o que agravou a crise energética em Cuba. Essa retirada foi oficialmente informada como uma decisão "comercial", mas se deve principalmente à falta de financiamento.

Qual é a principal causa da crise energética em Cuba?

A principal causa da crise energética em Cuba é a falta de financiamento. O sistema elétrico nacional opera com um déficit de geração superior a 2.000 MW, o que levou a apagões prolongados. Além disso, o déficit de combustível e a obsolescência das termoelétricas contribuem significativamente para a situação crítica.

Quais medidas o governo cubano está tomando para enfrentar a crise energética?

O governo cubano está apostando na expansão da geração solar e na aquisição de baterias de acumulação de energia. Atualmente, foram instalados 656 MW dos 1.000 MW previstos para este ano em parques solares. Também estão sendo implementados sistemas de baterias para melhorar a estabilidade do sistema. No entanto, a falta de recursos financeiros continua sendo um obstáculo crítico.

Como a crise energética afeta a população cubana?

A crise energética provoca apagões prolongados que afetam a vida diária dos cubanos. Essas interrupções de eletricidade têm levado a situações como alimentos estragados, hospitais em emergência e uma vida cotidiana marcada pela incerteza e pela falta de serviços básicos. A população enfrenta constantes interrupções elétricas sem uma solução a curto prazo.

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