Subida de uma moeda abala o mercado informal de divisas em Cuba

Tal como apontou este meio na véspera: a relativa e curta estabilidade alcançada nas últimas 48 horas, mais do que um alívio real, prenunciava uma pausa na escalada, sem indícios de que o peso possa recuperar valor no curto prazo.

Imagem de referência criada com Inteligência ArtificialFoto © CiberCuba / Sora

O mercado informal de divisas em Cuba abriu neste domingo, 14 de setembro de 2025, com um novo movimento de alta no euro, que subiu para 475 pesos cubanos (CUP), cinco a mais que o dia anterior, consolidando-se como a moeda mais cara no mercado negro.

Enquanto isso, o dólar americano (USD) manteve-se em 420 CUP e a Moeda Livremente Conversível (MLC) permaneceu estável em 200 CUP.

Taxa de câmbio informal em Cuba Domingo, 14 de setembro de 2025 - 06:00

  • Tasa de câmbio do dólar (USD) para pesos cubanos CUP: 420 CUP
  • Tasa de câmbio do euro (EUR) para pesos cubanos CUP: 475 CUP
  • Tasa de câmbio do (MLC) para pesos cubanos CUP: 200 CUP

Este “subidón” do euro confirma a tendência observada ao longo da última semana, na qual todas as divisas ganharam terreno frente ao peso cubano, embora com dinâmicas distintas.

Evolução da taxa de câmbio

O dólar rapidamente alcançou um teto de 420 CUP e manteve-se nesse nível desde 12 de setembro, enquanto a MLC, após passar de 193 para 200 CUP em apenas sete dias, também se estabilizou nesse patamar.

O euro, por sua vez, continuou subindo posições. Dos 460 CUP do sábado passado passou para 470 na sexta-feira, e neste domingo amanheceu em 475 CUP, o que representa um ganho de 15 pesos em apenas uma semana.

A curva ascendente do euro levou-o a estabelecer novos máximos históricos, situando-se 55 CUP acima do dólar, uma diferença inédita que reforça sua atratividade entre aqueles que realizam transações internacionais ou recebem remessas da Europa.

O comportamento dispar das moedas evidencia duas dinâmicas complementares: por um lado, a consolidação do dólar e do MLC em torno de cifras redondas que atuam como tetos psicológicos; por outro, a escalada do euro, que reflete uma demanda crescente e uma maior pressão sobre o peso cubano.

Este panorama confirma a perda contínua de valor do CUP e sua incapacidade de recuperar terreno, apesar das medidas oficiais.

A população, obrigada a recorrer ao mercado negro para suprir necessidades básicas ou acessar bens dolarizados, enfrenta um cenário cada vez mais adverso, com um euro que dispara e um dólar que, embora estável, já se encontra em níveis inatingíveis para muitos salários na ilha.

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