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O Ministério de Energia e Mineração de Cuba assegurou nesta quarta-feira que o apagão geral ocorrido nas horas da manhã em toda a ilha não provocou danos nas termoelétricas, apesar do colapso total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) após a saída imprevista da Central Antonio Guiteras em Matanzas.
“Até o momento, não há relatos de danos em nenhuma termelétrica causados pela desconexão do Sistema Elétrico”, informou a instituição em seu perfil oficial de X.
De acordo com o relatório, já começou a Energas Boca de Jaruco e iniciou-se o processo de energização de usinas e subestações.
A Unión Eléctrica (UNE) confirmou que a queda total do SEN ocorreu às 9h14 e deixou toda a ilha sem serviço.
Durante a jornada de terça-feira, a máxima afetação por déficit de geração foi de 1.750 MW, e para esta quarta-feira, estavam previstas afetações de até 1.790 MW.
Entre as incidências reportadas estão avarias na Unidade 3 e 6 da CTE Renté, na Unidade 2 da CTE Felton e na Unidade 5 da CTE Nuevitas.
Além disso, outras unidades permaneciam em manutenção e havia limitações térmicas de 284 MW fora de serviço, juntamente com a paralisação de 44 centrais de geração distribuída devido à falta de combustível.
A saída da Guiteras foi provocada por um sinal falso de vapor superaquecido na caldeira, o que ativou o sistema automático e desconectou o bloco térmico, conforme confirmou o jornal oficialista Girón. O diretor da planta, Rubén Campos Olmo, reconheceu que não se sabe quando poderá reiniciar as operações nem se a parada causou danos adicionais.
“A central precisa receber energia externa para reiniciar, e isso depende da estabilidade do sistema em outras regiões”, explicou o funcionário.
O primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz afirmou que o governo conta com uma “estratégia bem definida” para enfrentar a queda total do SEN, embora não tenha explicado por que não se evita que isso se repita. Marrero elogiou a profissionalidade dos trabalhadores da UNE e prometeu manter a população informada durante a restauração.
Com este colapso, Cuba soma cinco apagões nacionais em menos de um ano, um número que retrata a extrema fragilidade do sistema elétrico e a incapacidade das autoridades para garantir um serviço estável em meio à crise de combustível, falhas técnicas e falta de manutenção nas usinas termoelétricas.
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