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Um estudo identificou um total de 108 espécies marinhas ameaçadas de extinção em Cuba.
O projeto foi realizado de janeiro de 2021 a dezembro de 2024 com o nome Espécies marinhas ameaçadas em Cuba, dirigido e coordenado pelo Instituto de Ciências do Mar (Icimar), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, informou o oficialista Granma.
Das 108 espécies marinhas em risco de extinção, 29 estão na categoria de "perigo crítico", 26 estão classificadas como "perigo" e 53 como "vulneráveis".
Os corais lideram as espécies em “perigo crítico”, seguidos por tubarões, raias, peixes ósseos e tartarugas.
Por sua parte, os manguezais, fanerógamas marinhas, macroalgas, esponjas e moluscos, “embora nenhuma tenha sido avaliada como ameaçada pelos critérios internacionais, 25 espécies foram categorizadas sob um critério preliminar de ‘ameaça’”, disse ao diário estatal a doutora em Ciências Biológicas Aida Caridad Hernández Zanuy, pesquisadora titular do Icimar.
“Pela primeira vez, foi realizada no país uma pesquisa destinada a identificar as espécies marinhas em risco de extinção. Para esse propósito, foram criadas equipes de especialistas com notável experiência na taxonomia dos dez grupos de organismos estudados: vegetação marinha (manguezais, fanerógamas, macroalgas), esponjas, moluscos, corais e outros cnidários, equinodermos, peixes ósseos, tubarões e raias, tartarugas e mamíferos, seguindo a metodologia proposta pela União Internacional para a Conservação da Natureza”, disse à Granma a especialista.
"Como parte do projeto, foi atualizada a taxonomia de 4.398 espécies de macroorganismos marinhos, que representam quase a metade das espécies registradas em Cuba até a data", acrescentou.
“A relação inclui 1.921 moluscos, 965 peixes ósseos, 386 cnidários, incluindo os corais, 303 esponjas e 83 tubarões, para citar alguns exemplos”, detalhou
Hernández Zanuy explicou que as causas do risco de extinção se devem à perda de biodiversidade associada à poluição, ao uso de práticas produtivas não sustentáveis, à pesca ilegal, ao comércio ilegal e à introdução e propagação de espécies exóticas e invasoras.
Perguntas frequentes sobre a extinção de espécies marinhas em Cuba
Quantas espécies marinhas estão ameaçadas de extinção em Cuba?
Um estudo identificou um total de 108 espécies marinhas ameaçadas de extinção em Cuba. Destas, 29 estão em "perigo crítico", 26 em "perigo" e 53 são consideradas "vulneráveis". Os corais são os mais afetados, seguidos por tubarões, raias, peixes ósseos e tartarugas.
Quais fatores estão contribuindo para a extinção de espécies marinhas em Cuba?
As causas do risco de extinção incluem a perda de biodiversidade associada à poluição, o uso de práticas produtivas não sustentáveis, a pesca predatória, o comércio ilegal e a introdução de espécies exóticas e invasoras. Esses fatores levaram muitas espécies marinhas em Cuba a estarem em perigo de desaparecer.
Qual é o impacto das espécies invasoras em Cuba?
Quatro das espécies invasoras mais prejudiciais da América Latina já estão em Cuba, incluindo o peixe-leão, a tilápia africana, o caracol gigante africano e o paiche. Essas espécies ameaçam a biodiversidade local e podem afetar a saúde pública e a segurança alimentar.
Que medidas estão sendo tomadas para proteger as espécies ameaçadas em Cuba?
Em Cuba, foram formadas equipes de especialistas para identificar as espécies marinhas em risco de extinção, seguindo a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza. No entanto, a falta de recursos e apoio institucional limita a eficácia desses esforços.
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