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La aparição do caracol gigante africano no bairro La Caridad, em Camagüey, gerou preocupação entre os moradores, que alertam sobre o risco sanitário que este molusco invasor representa para a saúde humana e animal, conforme advertiu o jornalista independente José Luis Tan Estrada, com base em relatos de residentes na área.
O caracol africano (Achatina fulica) é considerado uma das espécies exóticas mais prejudiciais do mundo, pois pode transmitir parasitas perigosos como o Angiostrongylus cantonensis, responsável pela meningoencefalite eosinofílica em humanos.
Autoridades e especialistas recomendam não manuseá-lo com as mãos e evitar que as crianças entrem em contato com ele.
Os residentes alertaram através das redes sociais sobre sua descoberta na região, solicitando às instituições locais uma intervenção urgente para controlar a proliferação do molusco.
“Cuidado com as crianças. Representa um risco para a saúde, pois pode transmitir parasitas perigosos para as pessoas e para os animais”, declarou Tan Estrada.
O caracol africano já foi detectado em outras províncias do país e sua propagação representa uma ameaça também para a agricultura, pois consome uma ampla variedade de cultivos, afetando seriamente a produção local.
As autoridades sanitárias de Camagüey ainda não emitiram um informe oficial sobre o caso, embora especialistas lembrem que a prevenção e o manejo adequado são fundamentais para evitar uma infestação de maiores proporções.
Cubanos afirmaram na publicação de Tan que em Havana e em outras províncias há uma invasão de caracóis africanos.
De acordo com uma internauta, no bairro Alturas del Casino, na própria Camagüey, os vizinhos chegaram a recolher 300 caracóis em um dia.
Ao reportar o problema às autoridades, elas informaram que não têm sal nem cal para exterminá-los. A espécie chegou a invadir os pátios das casas e já alcançou uma fábrica de queijos.
"Comem-se os mangues, os anoncillos, as folhas e todo mundo sabe as consequências que isso tem para a saúde", alertou.
Perguntas frequentes sobre o caracol gigante africano em Camagüey
Por que o caracol gigante africano representa um risco sanitário em Camagüey?
O caracol gigante africano é portador de parasitas perigosos como o Angiostrongylus cantonensis, que podem causar doenças graves como a meningoencefalite eosinofílica em humanos. Além disso, esse molusco invasor pode afetar a saúde animal e a produção agrícola ao consumir uma ampla variedade de cultivos.
Quais ações as autoridades de Camagüey deveriam tomar para controlar o caracol africano?
As autoridades devem implementar medidas urgentes para controlar a propagação do caracol africano, como fornecer recursos para sua eliminação, educar a população sobre os riscos e promover o manejo adequado de resíduos. A falta de sal e cal para eliminá-los, como relataram os vizinhos, destaca a necessidade de uma resposta mais efetiva por parte das instituições locais.
Como afeta a presença de espécies invasoras como o caracol gigante africano à biodiversidade em Cuba?
A presença de espécies invasoras como o caracol gigante africano ameaça a biodiversidade local e a segurança alimentar, uma vez que deslocam as espécies nativas e afetam os ecossistemas. No caso de Cuba, a propagação dessas espécies exóticas, como o peixe-leão e a tilápia africana, causa danos significativos aos ecossistemas e pode resultar na perda de espécies autóctones.
Quais recomendações devem seguir os residentes de Camagüey diante do aparecimento do caracol gigante africano?
Recomenda-se não manusear o caracol gigante africano com as mãos e evitar que as crianças tenham contato com ele para prevenir o risco de transmissão de doenças. Além disso, os residentes devem alertar as autoridades locais sobre sua presença e colaborar nas ações de controle e erradicação.
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