Aduana dos EUA apreende garrafa com “substância biológica” de passageiro que chegou de Cuba

O passageiro procedente de Cuba foi detido em Houston. A Alfândega dos EUA lembra a importância de declarar materiais biológicos.

Agente do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), responsável por regular a entrada de pessoas e mercadorias no país.Foto © Facebook/CBP Office of Field Operations

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Um passageiro que aterrissou no Aeroporto Intercontinental “George Bush” de Houston, Texas, vindo de Cuba, viu agentes do Serviço de Aduanas e Proteção Fronteiriça dos Estados Unidos (CBP) confiscarem uma garrafa com veneno de escorpião, substância cuja importação está estritamente regulada.

O incidente, revelado na última quarta-feira pela própria agência federal nas redes sociais e divulgado pelo Miami Herald, provocou um alerta direto a viajantes que tentem entrar no país com materiais biológicos não declarados, pois a CBP aproveitou para escrever em suas redes: “Por favor, deixe os remédios caseiros em casa”.

O CBP lembrou que todos os materiais biológicos que entram nos Estados Unidos devem cumprir com as regulamentações internacionais, federais e estaduais, e estar documentados, etiquetados, embalados e declarados. Ignorar esses requisitos pode resultar em atrasos, multas, processos criminais e apreensões.

A agência também destacou que a declaração desse tipo de material pode ser feita verbalmente, por meio de aplicativos móveis como Mobile Passport Control, em quiosques de autoatendimento como Global Entry, ou através do formulário 6059B.

Com este aviso, as autoridades buscam evitar riscos para a saúde pública, a agricultura e os recursos naturais do país.

De acordo com o diretor de operações de campo da CBP em Houston, Jud Murdock, o viajante alegou que o frasco com veneno de escorpião seria utilizado para fins médicos. No entanto, ele não apresentou a documentação exigida para a sua importação, portanto a substância foi apreendida após a revisão de especialistas agrícolas.

Em Cuba, cientistas têm promovido há anos o uso do veneno do escorpião azul (Rhopalurus junceus) —uma espécie endêmica— como tratamento alternativo para aliviar dores e inflamações, e até mesmo como terapia complementar em casos de câncer.

A farmacêutica estatal Labiofam comercializa-o desde 2011 sob o nome Vidatox, embora sua eficácia contra tumores continue sendo questionada pela comunidade científica internacional, segundo um reportagem da Reuters.

Perguntas frequentes sobre a apreensão de veneno de escorpião nos EUA.

Por que o veneno de escorpião foi apreendido no aeroporto de Houston?

O veneno de escorpião foi apreendido porque sua importação está estritamente regulamentada e o passageiro não apresentou a documentação necessária para sua entrada no país. As autoridades de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ressaltam a importância de declarar e documentar todos os materiais biológicos que se tentem entrar no país.

Quais são os riscos de introduzir materiais biológicos não declarados nos Estados Unidos?

Ingresar materiais biológicos não declarados pode acarretar riscos para a saúde pública, a agricultura e os recursos naturais do país. Além disso, ignorar as regulamentações pode resultar em atrasos, multas, processos penais e apreensões, conforme estabelece o CBP.

Qual é o uso do veneno de escorpião em Cuba?

Em Cuba, o veneno do escorpião azul (Rhopalurus junceus) tem sido promovido como um tratamento alternativo para aliviar dores e inflamações e como terapia complementar em casos de câncer. No entanto, sua eficácia contra tumores continua sendo questionada pela comunidade científica internacional.

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Equipe Editorial da CiberCuba

Uma equipe de jornalistas comprometidos em informar sobre a atualidade cubana e temas de interesse global. No CiberCuba, trabalhamos para oferecer notícias verídicas e análises críticas.

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