Alta probabilidade de que Cuba seja atingida por um furacão: Atualização da previsão da temporada de ciclones 2025

A temporada cíclica de 2025 no Atlântico Norte será ativa, com 11 tempestades previstas. Cuba tem 50% de probabilidade de sofrer o impacto de um furacão e 70% de uma tempestade tropical.

Imagem de satélite de CubaFoto © Facebook / Instituto de Meteorologia Cuba

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O Instituto de Meteorologia de Cuba informou que a temporada de ciclones de 2025 no Atlântico Norte manterá um comportamento ativo, com a formação prevista de 11 tempestades tropicais para o restante do período, das quais sete poderão alcançar a categoria de furacão.

O previsão, atualizado em 4 de agosto, alerta para uma alta probabilidade de impactos no Caribe e em Cuba. De acordo com o boletim meteorológico, sete das tempestades se desenvolverão no Atlântico, uma no golfo do México e três no mar do Caribe.

A probabilidade de que se forme pelo menos um furacão no Caribe é de 85%, enquanto o risco de que um de origem atlântica penetre nesta região atinge 70%.

No caso de Cuba, a probabilidade de ser impactado por um furacão é de 50%, e a de uma tempestade tropical é ainda maior.

"O perigo de que Cuba seja afetada por pelo menos um furacão é alto, com uma probabilidade de 50%, superior ao perigo climático para o país, que é de 35%. Ainda maior é o perigo para Cuba de que pelo menos uma tempestade tropical a afete com uma probabilidade de 70%", escreveu o centro.

Captura de Facebook / Instituto de Meteorologia de Cuba

Entre junho e julho, já haviam se formado as tempestades tropicais Andrea, Barry e Chantal, às quais se juntou Dexter no dia 3 de agosto. Todas foram de curta duração e sem impacto no território nacional.

Os especialistas ressaltam que as condições oceânicas e atmosféricas atuais, como as temperaturas superficiais do mar mais quentes que a média no Atlântico tropical e no Caribe, juntamente com um Pacífico equatorial em condições neutras, favorecem a formação e intensificação de ciclones na região.

Segundo o relatório publicado pelo Centro Nacional de Furacões (NOAA) no site oficial da agência, agora são esperadas entre 13 e 18 tempestades nomeadas, das quais entre 5 e 9 podem se tornar furacões, incluindo até 5 de grande intensidade (categoria 3 ou superior).

“O prognóstico atualizado deve ser visto como um chamado à ação. É fundamental se preparar agora, antes que um aviso seja emitido”, destacou Laura Grimm, administradora interina da NOAA.

A agência estima uma probabilidade de 50% de uma temporada acima da média, 35% de que seja normal e apenas 15% de que resulte inferior ao habitual.

Perguntas frequentes sobre a temporada de ciclones 2025 em Cuba

Qual é a probabilidade de que Cuba seja impactada por um furacão em 2025?

A probabilidade de que Cuba receba o impacto de um furacão durante a temporada de ciclones de 2025 é de 50%. Este percentual é superior ao risco climatológico habitual para o país, que é de 35%. Além disso, o risco de que uma tempestade tropical afete a ilha é ainda maior, com uma probabilidade de 70%.

Quais fatores estão influenciando a intensificação da temporada de ciclones no Atlântico?

As temperaturas mais quentes do que o habitual na superfície do Atlântico e do Caribe são fatores-chave que estão favorecendo uma temporada de ciclones mais ativa do que o normal. Além disso, a fase neutra do fenômeno ENSO (El Niño-Oscilação Sul) e um monção africana ocidental mais intensa contribuem para a formação e intensificação de ciclones na região.

Quantas tempestades e furacões são esperados na temporada de ciclones de 2025?

Entre 13 e 18 tempestades nomeadas são esperadas na temporada de ciclones do Atlântico de 2025, das quais entre 5 e 9 podem se tornar furacões, incluindo até 5 de grande intensidade (categoria 3 ou superior). Esses valores estão acima da média histórica e refletem uma alta atividade ciclônica.

Como o clima altera a temporada de furacões no Caribe?

As mudanças climáticas globais estão contribuindo para o aumento das temperaturas na superfície do oceano, o que, por sua vez, incrementa a energia disponível para os ciclones tropicais. Esse fenômeno favorece a formação e o fortalecimento de tempestades mais intensas, aumentando o risco de impactos severos em regiões vulneráveis como o Caribe e Cuba.

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