Cuba às escuras: União Elétrica anuncia afetamentos superiores a 1.800 MW durante horário de pico

Cuba enfrenta uma severa crise elétrica com cortes generalizados. Apesar de novos parques solares, a capacidade continua sendo insuficiente. Termoelétricas falham e a falta de combustível agrava o problema.

Apagões em Cuba (imagem de referência)Foto © Facebook Lázaro Manuel Alonso

O sistema elétrico cubano continua em uma situação crítica. A União Elétrica (UNE) informou que neste sábado o serviço esteve afetado durante as 24 horas e permaneceu interrompido durante a madrugada de domingo.

Há cortes de eletricidade em todo o país. No dia 19 de julho, a maior afetacão por déficit de capacidade de geração ocorreu às 22h50, com uma falta de 1.897 megawatts (MW), apesar de que o previsão para o momento de maior demanda energética foi de 1.500 MW.

Produção solar insuficiente

Apesar de que os 22 novos parques solares fotovoltaicos geraram 2.557 megawatts-hora (MWh) com uma potência máxima de 482 MW, essa fonte renovável não foi suficiente para atender às necessidades de um sistema colapsado.

Às 7:00 da manhã de hoje, a disponibilidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN) era de apenas 1.746 MW, frente a uma demanda de 3.273 MW, o que gerou uma afetacão de 1.590 MW por déficit de capacidade. Para o meio-dia, estima-se que essa afetacão ronde os 1.400 MW.

Termoelétricas paralisadas e falta de combustível

As principais causas da crise incluem falhas em várias unidades geradoras:

  • Unidade da CTE Guiteras
  • Unidade 1 da CTE Santa Cruz
  • Unidade 2 da CTE Felton
  • Unidade 6 da CTE Renté

Além disso, outras estão em manutenção programada:

  • Unidade 2 de Santa Cruz
  • Unidade 4 de Cienfuegos
  • Unidade 5 de Renté

A isso somam-se 285 MW fora de serviço devido a limitações térmicas, assim como problemas por falta de combustível em 81 centrais de geração distribuída (712 MW afetados) e na patana de Regla, onde 7 motores estão fora de serviço (53 MW).

A previsão para o horário de pico deste domingo não é encorajadora. Espera-se uma recuperação parcial da capacidade com 100 MW por motores de geração distribuída, 70 MW com a entrada da unidade 1 de Santa Cruz e 20 MW com a reativação de três motores na patana de Regla

Ainda assim, a UNE estima uma disponibilidade total de 1.936 MW frente a uma demanda máxima de 3.700 MW, o que implica um déficit de 1.764 MW e uma afetação de até 1.834 MW durante o horário de pico, caso as condições atuais não mudem.

Perguntas frequentes sobre a crise elétrica em Cuba

Qual é o déficit de eletricidade atual em Cuba?

O déficit atual de eletricidade em Cuba supera 1.800 MW durante as horas de pico, o que provoca cortes de energia prolongados em todo o país. Essa situação se deve à incapacidade do Sistema Elétrico Nacional (SEN) para atender à alta demanda de energia.

Quais são as principais causas da crise energética em Cuba?

As principais causas da crise energética em Cuba incluem avarias em várias unidades termelétricas, falta de manutenção, limitações térmicas e a escassez de combustível. Muitas centrais de geração distribuída e patanas estão fora de serviço devido a esses problemas, o que agrava o déficit energético.

Qual é o papel da energia solar na crise elétrica de Cuba?

Embora Cuba tenha instalado novos parques solares fotovoltaicos, a energia solar não é suficiente para cobrir o déficit energético. Os parques solares contribuíram com uma quantidade limitada de energia, que não consegue compensar as grandes carências do sistema elétrico cubano.

Como os cortes de energia afetam a população cubana?

Os apagões prolongados afetam gravemente a qualidade de vida dos cubanos, impactando atividades essenciais como o preparo de alimentos, o uso de eletrodomésticos e a conservação de alimentos. Além disso, interrompem serviços vitais como saúde e transporte, exacerbando o descontentamento social em um contexto de crise econômica e social.

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