Sem controle, o roubo e o sacrifício de gado nos campos de Cuba

Apesar das medidas do governo, os pecuaristas denunciam a falta de vigilância e de sanções efetivas.

GadoFoto © Periódico 26

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Campesinos cubanos denunciaram que o roubo e o sacrifício de gado continuam fora de controle nos campos da ilha, afetando gravemente a economia agropecuária e a segurança alimentar.

Pese aos esforços anunciados pelo regime, os pecuaristas e agricultores denunciam que a subtração de gado e sua posterior venda ilegal de carne se tornou uma prática quase impune, especialmente em províncias com alta atividade pecuária, como Camagüey, Sancti Spíritus, Villa Clara e Ciego de Ávila, citou o meio oficialista Cubadebate.

“Cada semana desaparecem animais, às vezes encontram apenas os restos. As autoridades vêm, registram, mas tudo continua igual”, relatou um produtor da região central que preferiu manter o anonimato por medo de represálias.

As declarações surgem no contexto do Terceiro Exercício Nacional de prevenção e enfrentamento ao crime, à corrupção, às drogas e às ilegalidades, que o regime realiza desde segunda-feira sob a direção do governante Miguel Díaz-Canel e com a participação de altos dirigentes do Partido Comunista, do Governo e do Ministério do Interior (MININT).

A iniciativa pretende “incrementar as ações de controle e prevenção” e garantir um “verão tranquilo e ordenado”, afirmaram.

No entanto, a realidade no setor agrícola mostra que o roubo de gado, longe de diminuir, se intensificou em meio à crise econômica e à escassez de alimentos.

Segundo dados não oficiais, apenas no primeiro semestre de 2025 foram relatados centenas de casos de sacrifício ilegal de gado, embora os números oficiais não sejam divulgados.

Produtores apontam que a vigilância é insuficiente e que os destacamentos rurais criados para proteger as propriedades carecem de recursos e apoio.

Enquanto isso, a carne obtida de forma ilícita continua a alimentar o mercado negro em áreas urbanas, onde os preços da carne bovina legal são proibitivos para a maioria da população.

Embora o governo tenha orientado um plano de ação que inclui patrulhas nos bairros, a reativação dos destacamentos de vigilância cederista e as patrulhas camponesas, os pecuaristas consultados alertam que as medidas anunciadas têm pouco impacto se não for resolvida a falta de insumos, alimentos para o gado, combustível e, acima de tudo, se não forem punidas de forma exemplar as redes organizadas que se dedicam ao sacrifício ilegal e à comercialização clandestina.

Perguntas Frequentes sobre o Roubo e Sacrifício de Gado em Cuba

Qual é a situação atual do roubo e sacrifício de gado em Cuba?

O roubo e sacrifício de gado em Cuba está fora de controle, afetando gravemente a economia agropecuária e a segurança alimentar. Apesar dos esforços anunciados pelo regime, a prática continua quase impune, especialmente em províncias com alta atividade pecuária como Camagüey, Sancti Spíritus, Villa Clara e Ciego de Ávila.

Quais medidas o governo cubano tomou para enfrentar o problema do roubo de gado?

O governo lançou o Terceiro Exercício Nacional de prevenção e combate ao crime, que inclui ações de controle e prevenção para garantir um “verão tranquilo e ordenado”. No entanto, os pecuaristas alertam que essas medidas têm pouco impacto devido à falta de recursos e à punição insuficiente às redes organizadas dedicadas ao abate ilegal e à comercialização clandestina.

Por que o roubo de gado é um problema recorrente em Cuba?

O roubo de gado em Cuba é um problema recorrente devido à crise econômica e à escassez de alimentos. A incapacidade do regime para garantir o abastecimento de alimentos a preços acessíveis levou muitos a recorrer ao mercado negro. A carne de gado obtida de forma ilícita continua sendo uma opção para aqueles que não podem arcar com os altos preços da carne legal.

Como essa situação afeta os pecuaristas cubanos?

Os pecuaristas cubanos enfrentam uma situação de extrema vulnerabilidade devido ao roubo constante de gado e à falta de apoio governamental. A vigilância é insuficiente e os recursos são limitados, o que deixa os produtores sem proteção efetiva. Além disso, o mercado negro alimentado pela carne roubada afeta suas receitas e a sustentabilidade de suas propriedades.

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