¡Ela se salvou da deportação! A jovem cubana Elienay Estrada, I-220B e mãe de uma bebê de dois meses, conseguiu ganhar tempo e após ser chamada com urgência no escritório do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) conseguiu que lhe permitissem esperar mais um ano em território americano pela tramitação de seu pedido de reunificação familiar.
Estrada foi à entrevista de urgência que tinha nesta terça-feira no escritório do ICE com muita fé, depois de que na sua consulta anual de 2025, poucos dias antes, selaram sua documentação e deram data para 2026. Pouco depois, recebeu uma mensagem de texto e um e-mail convocando-a novamente para este 24 de junho.
A maioria dos advogados que consultou recusou acompanhá-la porque presumiram que, por ser I-220B, a chamavam para executar a deportação. Ela conseguiu que a advogada Irma Yanet Ramírez aceitasse representá-la, e foi essa jurista que optou por apresentar um pedido de suspensão da deportação na quarta-feira passada, alegando que é mãe de uma bebê de dois meses e que está em processo de reunificação familiar.
"Já estou em casa. De fato, era para me deportar. Graças à advogada, conseguimos ganhar um pouco mais de tempo para apresentar uma reabertura de caso e saber o que podemos fazer", disse esta terça-feira, assim que chegou em casa, em declarações à CiberCuba.
"Isso funcionou. Sim, eu ia ser deportado nesta consulta, mas me deram outra para daqui a um ano. Então, temos este ano, embora eles possam me chamar antes, mas, bem, estamos esperando que isso não aconteça", acrescentou a esta plataforma.
"Temos um ano para tentar reabrir o caso e fazer algo, mas hoje realmente era para me deportar", insistiu.
Elienay Estrada se tornou mãe em Fort Myers há apenas dois meses e temia correr a mesma sorte que Heidy Sánchez Tejeda, que foi deportada para Cuba em abril, deixando para trás uma bebê de um ano e meio, que no momento da separação ainda estava amamentando. O caso, como não poderia deixar de ser, indignou a comunidade cubana no exílio.
Após o alvoroço causado pela deportação de Heidy Sánchez, o caso de Eleinay Estrada ganhou maior relevância. Ela chegou a pedir ajuda ao escritório do congressista de seu distrito, o republicano Carlos Giménez, que afirmou que faria o possível para ajudá-la, apesar da estreita margem de manobra que tinham (apenas cinco dias antes da consulta com o ICE).
Finalmente, Elienay Estrada não foi deportada e poderá esperar um ano nos Estados Unidos, para ver se nesse período lhe chega a reunificação familiar e pode reabrir seu caso e continuar com sua vida ao lado de seu bebê e de seu marido.
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