O criador de conteúdo cubano @sisoyfelix_, radicado na Espanha, gerou alvoroço nas redes sociais com um vídeo onde compara com humor como vivem os cubanos em Miami e na Europa.
“Visão negra, terceiro mundista e emigrante”, assim ele introduz sua reflexão em tom sarcástico. Em seguida, descreve costumes cotidianos que, segundo ele, marcam diferenças entre as duas experiências migratórias.
A comida também divide
Segundo @sisoyfelix_, “o cubano de Miami defende a croqueta como se fosse um símbolo nacional, te oferece um resumo de gordura, textura e ponto de sal, como se fosse um sommelier do colesterol”.
Em vez disso, “o europeu aprendeu a beber com 'tapas' sobre a mesa e se emociona com palavras como 'fermentado' e 'coca cola zero'. Às vezes, faz um congrí, mas com arroz integral. O espírito está, mas o corpo o trai”.
Sobre a rotina alimentar, ele diz que: “A Florida tem esses menus de churrascos com suco de manga, um café cubano, depois pão com lechón às 3:00 da manhã, porque lá não se dorme”.
Enquanto isso, na Europa, o cubano te “oferece esses queijos acompanhados de vinho tinto, porque o rum está caríssimo. E é uma benção ter três pratos para o jantar”.
O amor, dependendo de onde você vive
“O cubano dos Estados Unidos se apaixona rápido, ciumento, barulhento, compra uma corrente com as iniciais da garota em dois dias. Se ela o deixa, troca a foto de perfil por um meme com um violino e um uísque.”
Por sua vez, “o cubano europeu se enamora devagar, escreve poesia, se meta em problemas com uma francesa com trauma emocional e acaba em terapia em grupo em um centro social Ocupa, onde fazem yoga às 7 da manhã”.
O idioma: um espanhol intervencionado
“Depois aparece essa ruptura na língua de ambos, porque os dois falam espanhol. Sim, mas o cubano dos Estados Unidos o faz com um inglês infiltrado que parece espião da CIA.”
Félix dá o seguinte exemplo: “Irmão, fui ao shopping e percebi que ainda tinham peças no armazém. Então, tive que esperar.”
Em contraste, “o cubano da Europa absorveu modismos que ninguém pediu. Tia estava alucinado porque o ônibus não vinha e fui pego pela chuva. Que situação”.
Uma reflexão com um toque de humor
O vídeo de @sisoyfelix_ conectou-se com cubanos dentro e fora da ilha por sua maneira direta de abordar, através do riso, as diferenças culturais dentro da diáspora.
Suas comparações, exageradas por intenção, funcionam como um espelho para aqueles que tiveram que se adaptar a novas formas de viver sem perder completamente suas raízes cubanas. E você, é de Miami ou da Europa?
Perguntas frequentes sobre a emigração cubana e as diferenças culturais
Como se comparam as experiências dos cubanos em Miami e na Europa?
As experiências dos cubanos em Miami e na Europa diferem significativamente em vários aspectos da vida cotidiana. Em Miami, os cubanos tendem a manter e reforçar tradições culinárias e culturais, muitas vezes misturadas com influências americanas. Em contraste, os cubanos na Europa tendem a se adaptar aos costumes europeus, adotando novas tradições culinárias e sociais, o que às vezes gera uma mudança em sua identidade cultural.
Quais são as diferenças alimentares que os cubanos enfrentam no exterior?
Os cubanos no exterior experimentam mudanças significativas em sua dieta devido à disponibilidade e variedade de alimentos. Em Miami, os cubanos desfrutam de pratos tradicionais como churrascos e café cubano, enquanto na Europa tendem a adotar hábitos alimentares locais, como o consumo de queijos e vinhos. Essa adaptação pode resultar em uma mistura de costumes culinários que refletem tanto suas raízes quanto sua nova realidade.
Como o ambiente afeta a vida amorosa dos cubanos emigrados?
A vida amorosa dos cubanos emigrados varia de acordo com o ambiente em que se encontram. Nos Estados Unidos, a abordagem pode ser mais impulsiva e emocional, enquanto na Europa observa-se um estilo mais reflexivo e poético. Esses contrastes refletem as influências culturais dos países que recebem e como estas moldam as relações pessoais.
Qual é o papel da língua na adaptação dos cubanos emigrados?
O idioma desempenha um papel crucial na adaptação dos cubanos emigrados, pois reflete sua integração no novo ambiente. En Estados Unidos, el español de los cubanos a menudo se mezcla con anglicismos, mientras que en Europa se incorporan modismos locales. Estos cambios lingüísticos pueden ser una fuente de identidad y pertenencia, pero también de conflicto con sus raíces originales.
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