José Rubiera explica por que a primeira onda tropical do ano não terá impacto no Caribe

O especialista descartou riscos da primeira onda tropical do ano e previu chuvas vespertinas em Cuba e no Caribe, típicas do início progressivo da temporada de chuvas.


O meteorólogo cubano José Rubiera explicou nesta segunda-feira que a primeira onda tropical do ano já saiu da África, mas não representa perigo algum.

“Uma coisa interessante, não deixa de ser interessante, embora seja um sistema fraco. A primeira onda tropical deste ano saiu ontem, domingo 18 da África. Um sistema fraco que avança pelo Atlântico sem nenhuma consequência. As condições não estão favoráveis para nenhuma formação no Atlântico neste momento”, detalhou Rubiera em seu canal no YouTube.

O especialista lembrou que durante a temporada passada, saíram 51 ondas tropicais da África em direção ao Atlântico, o que resultou em uma temporada ciclônica ativa, bastante ativa, segundo comentou.

Também antecipou que esta semana apresentará um programa especial com as previsões globais sobre a temporada de furacões de 2025:

“Estou preparando um programa especial com informações sobre todos os poderes de previsão e todas as apreciações que os diferentes órgãos meteorológicos do mundo estão oferecendo sobre a temporada ciclônica de 2025, para que vocês tenham informações completas e de primeira mão”, destacou.

Quanto ao prognóstico para esta semana, Rubiera indicou que não há sistemas de interesse em desenvolvimento, mas que se espera a continuidade de chuvas isoladas provocadas pelo aquecimento diurno, particularmente em Cuba e outras áreas do Caribe.

“Teremos nas Grandes Antilhas chuvas puramente devido ao aquecimento do dia, ou seja, pancadas de chuva, chuvaradas e tempestades elétricas à tarde. Começa a temporada de chuvas neste mês de maio e é assim que começa, pouco a pouco, de forma progressiva”, sublinhou.

Acrescentou que as chuvas vespertinas serão mais frequentes nos dois terços orientais do país, embora não sejam descartadas precipitações isoladas em outras regiões.

Além disso, apontou a presença de um anticiclone que mantém uma área com menor cobertura de nuvens que abrange o Golfo do México, a Flórida, as Bahamas, Porto Rico, a República Dominicana, o Haiti, Cuba, Nicarágua, Honduras, Belize e Yucatán, embora tenha alertado que isso não impede a ocorrência de chuvas locais.

"Não quer dizer que não haja chuva, porque o aquecimento da tarde provoca chuvas locais. Chuvas fortes e tempestades elétricas, e algumas delas podem ser intensas. Sempre se lembrem disso", enfatizou.

Rubiera enfatizou que essas condições são típicas do início da temporada de chuvas, que se manifesta com instabilidade nas horas da tarde e calor intenso em grande parte do Caribe e da América Central.

A temporada ciclónica de 2025 foi considerada por especialistas como potencialmente muito ativa. Entre os fatores mais destacados está a probabilidade de que o fenômeno de La Niña se consolide durante os meses de pico da temporada, o que historicamente favoreceu uma maior formação de ciclones na bacia atlântica.

O pronóstico antecipado da Universidade Estadual do Colorado alertou sobre uma temporada com números acima do habitual: 23 tempestades nomeadas, 11 furacões e 5 deles de grande intensidade.

Estes dados refletem um panorama mais agressivo do que a média histórica e estão respaldados pelo progressivo esfriamento do Pacífico equatorial e pelo aquecimento anômalo do Atlântico tropical.

No âmbito nacional, o Instituto de Meteorologia de Cuba (INSMET) publicou sua análise oficial, concordando com a possibilidade de uma temporada ativa.

Espera-se que pelo menos um furacão de grande intensidade possa afetar diretamente o território cubano ou sua zona marítima, razão pela qual se instiga a população e as autoridades locais a reforçar a preparação desde as primeiras semanas.

Além disso, já foi divulgada a lista oficial de nomes para as tempestades tropicais deste ano, composta por 21 designações aprovadas pela Organização Meteorológica Mundial.

Esta ferramenta não apenas facilita o acompanhamento público dos sistemas, mas também reflete a expectativa de uma quantidade considerável de formações durante o ciclo ciclônico em curso.

Perguntas frequentes sobre a primeira onda tropical do ano e a previsão do tempo no Caribe

Por que a primeira onda tropical do ano não afetará o Caribe?

A primeira onda tropical do ano é um sistema fraco que avança pelo Atlântico sem consequências. José Rubiera explicou que as condições atuais não favorecem a formação de tempestades no Atlântico, o que minimiza qualquer impacto no Caribe.

Como se espera que seja a temporada de furacões de 2025 no Caribe?

Para a temporada ciclônica de 2025, espera-se um período ativo com 15 ciclones tropicais esperados no Atlântico Norte, dos quais 8 podem se tornar furacões. Prevê-se um alto risco para o Caribe, com 75% de probabilidade de que pelo menos um furacão se intensifique na região.

Quais condições meteorológicas são esperadas em Cuba para esta semana?

Rubiera indicou que se esperam chuvas isoladas e tempestades elétricas durante a tarde devido ao aquecimento diurno, especialmente nos dois terços orientais de Cuba. Apesar da presença de um anticiclone que reduz a nebulosidade, é possível que ocorram chuvas locais.

Qual é a previsão para a temporada de furacões no Atlântico em 2025?

A Universidade Estadual do Colorado antecipa uma temporada mais ativa do que o habitual, com 17 tempestades com nome, 9 das quais podem ser furacões, e 4 alcançando categoria maior. Espera-se que as condições oceânicas e atmosféricas favoreçam o desenvolvimento de ciclones tropicais.

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