Dos mortos e 20 feridos após colisão do barco escola do México com a ponte do Brooklyn em Nova Iorque: Assim aconteceu

O sinistro deixou cenas de pânico entre os testemunhas.


Al menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas, quatro delas gravemente, após a colisão do navio-escola Cuauhtémoc, da Armada do México, contra a base do emblemático ponte do Brooklyn, em Nova York, na noite deste sábado.

A embarcação, que se encontrava em plena turnê de instrução e promoção diplomática, navegava pelo East River quando um de seus mastros colidiu com a estrutura da ponte.

A colisão provocou cenas de pânico entre motoristas e pedestres que transitavam pela via e gerou uma mobilização de emergência com a participação de múltiplas agências locais.

As autoridades de Nova York confirmaram que a ponte não sofreu danos estruturais e foi reaberta após uma inspeção preliminar, mas o Cuauhtémoc ficou seriamente avariado e sua travessia internacional foi suspensa.

Um acidente inesperado no momento da despedida

A embarcação havia zarpado de Acapulco no dia 6 de abril com 277 pessoas a bordo, entre cadetes, oficiais e tripulação, em uma travessia que incluía 22 portos em 15 países.

No dia 13 de maio, atracou no cais 17 do sul de Manhattan e ficou aberto ao público até o dia 17 de maio.

Foi ao zarpar, passadas as 20h20 (horário local), que ocorreu o acidente.

Segundo testemunhas e vídeos divulgados nas redes sociais, o mastro principal do Cuauhtémoc colidiu contra a base da ponte enquanto a embarcação se deslocava pelo East River.

A perda de potência durante a manobra de saída teria causado que o navio fosse arrastado pela corrente em direção a um dos pilares.

“Imagino que o barco perdeu força e foi arrastado pela correnteza em direção ao pilar da ponte”, declarou o chefe de operações especiais do Departamento de Polícia de Nova York, Wilson Aramboles, que confirmou ainda que havia marinheiros no alto do mastro no momento do impacto.

Depoimentos dramáticos e rápida reação

Numerosos transeuntes presenciaram o momento da colisão. Alguns relataram cenas angustiantes, como a de uma pessoa suspensa em um arnês no topo do mastro por mais de 15 minutos antes de ser resgatada.

Inicialmente, o prefeito de Nova Iorque, Eric Adams, detalhou que 19 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado crítico, e que duas a mais faleceram em decorrência dos ferimentos, embora o número de feridos tenha aumentado desde então, segundo fontes da Marinha mexicana.

"Oramos por todos aqueles que estavam a bordo e suas famílias, e agradecemos aos nossos socorristas que agiram rapidamente, garantindo que esse acidente não fosse muito pior", declarou Adams. Ele também confirmou que a ponte do Brooklyn, embora icônica e utilizada por mais de 100.000 veículos e 32.000 pedestres por dia, não sofreu danos estruturais e foi reaberta ao trânsito após permanecer fechada por cerca de 40 minutos", concluiu Adams.

Reações oficiais no México

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, lamentou profundamente a tragédia em uma mensagem divulgada nas redes sociais.

"Sentimos muito o falecimento de dois membros da tripulação do Navio Escola Cuauhtémoc [...] Nossa solidariedade e apoio às famílias. Agradeço ao prefeito de Nova York, Eric Adams, todo o apoio oferecido aos nossos compatriotas", escreveu a mandatária no X.

A Secretaria de Marina confirmou os danos na embarcação e indicou que, por enquanto, a viagem de instrução foi suspensa.

A Secretaria de Relações Exteriores informou que tanto o embaixador do México nos Estados Unidos quanto o Consulado Geral em Nova Iorque estão oferecendo assistência aos afetados.

Um símbolo da Armada mexicana

O Cuauhtémoc, conhecido como o “Embaixador e Cavaleiro dos Mares”, está em serviço desde 1982 como veleiro de instrução da Heroica Escola Naval Militar.

A cada ano, é realizada uma rota internacional para completar a formação dos cadetes navais.

A atual gira contemplava uma travessia de 254 dias, com 170 de navegação e 84 atracada em portos como Havana, Reiquiaque, Dunquerque ou Aberdeen.

O acidente representa não apenas uma perda humana irreparável, mas também um golpe simbólico para a Marinha do México, que havia deslocado um de seus navios mais emblemáticos como embaixador flutuante da nação.

As causas do incidente continuam sob investigação por parte das autoridades navais e civis, tanto mexicanas quanto estadounidenses.

Até o fechamento desta nota, não há outros detalhes sobre o trágico acidente.

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