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A emblemática pantera da Flórida, um dos felinos mais icônicos e ameaçados do sudeste estadunidense, continua enfrentando um alarmante declínio em sua população.
No decorrer do mês de maio, dois exemplares morreram após serem atropelados por veículos, o que intensifica a preocupação entre conservacionistas e autoridades ambientais, publicou a página local de notícias no Instagram Lifestyle_Miami.
O primeiro incidente ocorreu no dia 1º de maio, no condado de Collier, onde foi encontrado sem vida um macho juvenil de apenas um ano de idade.
No dia seguinte, 2 de maio, outro macho adulto, com idade entre 4 e 5 anos, foi encontrado morto perto da floresta estadual Okaloacoochee Slough, no condado de Hendry.
Na véspera do Dia Internacional dos Animais em Perigo de Extinção, neste 19 de maio, defensores dos animais lembram que essas mortes não são fatos isolados: as colisões veiculares são a principal causa de morte desses animais na Flórida, especialmente ao longo das estradas que cruzam seus habitats naturais.
Especialistas em conservação estimam que restam menos de 200 panteras da Flórida em estado selvagem. Esse número coloca a espécie em risco crítico de extinção, apesar de décadas de esforços para sua recuperação.
"A população está à beira do colapso. Cada morte representa uma perda genética e ecológica significativa", advertiu um porta-voz da Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC).
A pantera da Flórida (Puma concolor coryi) é uma subespécie do puma norte-americano e está classificada como em perigo de extinção desde 1967. Vive principalmente no sudoeste da Flórida, incluindo os Everglades, Big Cypress e outras áreas naturais do estado.
Os fatores que afetam sua sobrevivência incluem a fragmentação do habitat devido a desenvolvimentos urbanos, além de conflitos com humanos e a perda de corredores ecológicos.
A trágica mensagem compartilhada pela conta de redes sociais @Lifestyle_Miami, acompanhada da frase “Em breve, eles estarão desaparecidos… PARA SEMPRE”, reflete o sentimento de impotência que muitos residentes do estado compartilham.
O fotógrafo radicado em Miami Alex Gutti, um amante da vida selvagem nos Everglades, publicou em abril um belo vídeo onde mostra uma pantera local, e afirmou que levou tempo para encontrá-la.
Organizações ambientais estão redobrando esforços para promover medidas como a instalação de passagens de fauna elevadas ou subterrâneas; a redução dos limites de velocidade em áreas de alto trânsito animal e uma maior educação pública e pressão legislativa para proteger seus habitats.
A pantera da Flórida é mais do que um símbolo da vida selvagem: é um termômetro da saúde ecológica do sul do estado. Sua extinção seria uma perda irreparável para a biodiversidade dos Estados Unidos, afirmam.
Perguntas frequentes sobre a crise da pantera da Flórida
Qual é a principal causa de morte das panteras da Flórida?
A principal causa de morte das panteras da Flórida são as colisões veiculares. Isso é especialmente preocupante em áreas onde as estradas cruzam seus habitats naturais, aumentando o risco de atropelamentos.
Quantas panteras da Flórida restam na natureza?
Estima-se que restam menos de 200 panteras da Flórida em estado selvagem. Este número coloca a espécie em risco crítico de extinção, apesar dos esforços de conservação realizados ao longo de décadas.
Desde quando a pantera da Flórida está classificada como em perigo de extinção?
A pantera da Flórida está classificada como em perigo de extinção desde 1967. Essa classificação reflete a contínua ameaça que a espécie enfrenta devido a fatores como a perda de habitat e os conflitos com humanos.
Quais medidas estão sendo tomadas para proteger as panteras da Flórida?
Estão sendo promovidas medidas como a instalação de passagens para a fauna e a redução dos limites de velocidade em áreas de alto trânsito animal. Além disso, busca-se aumentar a educação pública e a pressão legislativa para proteger os habitats das panteras.
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