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Florida pode sofrer a pior invasão de sargasso da sua história, com 40% mais algas do que na anterior temporada recorde de 2022.
Este ano, a proliferação começou em março, antes do habitual, e atingiu níveis sem precedentes no final de abril, segundo um relatório de 30 de abril de cientistas do Laboratório de Oceanografia Óptica da Universidade do Sul da Flórida (USF), informou El Nuevo Herald.
"Especula-se que nesta primavera a temperatura da água será mais alta do que o habitual no Atlântico Ocidental e no Mar do Caribe, no momento certo. E quando estiver acima do normal, as plantas estarão mais felizes", afirmou Chuanmin Hu, professor do Laboratório de Oceanografia Óptica da USF.
O vento, os nutrientes e o aumento da temperatura devido às mudanças climáticas são apontados como as principais causas do fenômeno.
Según o Herald, no cais do South Point na quarta-feira passada, os banhistas tiveram que levantar os joelhos até o peito para atravessar as algas que cobriam o mar. Depoimentos de banhistas reclamam do cheiro fétido daquela praia durante a semana.
Miami-Dade gastou US$ 2,8 milhões na limpeza de algas em 2020 e US$ 3,9 milhões durante a temporada recorde de 2022, de acordo com a reportagem.
Mas muitos alertam que deixar as algas no aterro após a limpeza não é a melhor solução, pois elas se transformam em metano, um gás de efeito estufa que aquece a atmosfera.
A Autoridade de Inovação de Miami-Dade concedeu um grant de 100.000 dólares a quatro startups com o objetivo de encontrar soluções para a gestão dos resíduos de algas, assegura o Herald.
O problema da sargaço na Flórida remonta a 2019 quando as autoridades do condado de Miami-Dade iniciaram as operações para eliminar o sargaço nas praias do sul da Flórida.
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