O regime cubano exportará para a Colômbia equipamentos médicos para diagnóstico em recém-nascidos

A equipe médica Infantix, desenvolvida em Cuba para detectar distúrbios auditivos em recém-nascidos, foi aprovada para uso na Colômbia.

InfantixFoto © Cubadebate

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El Infantix, um equipe médica desenvolvida em Cuba que é utilizada para a detecção de distúrbios de audição em recém-nascidos, obteve o registro sanitário para seu uso em Colômbia, informou em suas redes o grupo empresarial BioCubaFarma.

De acordo com Granma, o Infatix consiste em um sistema de triagem neonatal que registra e analisa “potenciais evocados auditivos do tronco encefálico automáticos e emissões otoacústicas”.

Além disso, “incorpora uma nova metodologia de estimulação simultânea por via aérea e óssea, que permite diferenciar entre perdas condutivas transitórias e permanentes devido a danos neurais”.

Desenvolvido no Centro de Neurociências de Cuba (CNeuro), este equipamento contribui para a “determinação de deficiências praticamente desde o nascimento das crianças”.

Em 2024, foram produzidas 22 unidades de Infantix, afirmava há alguns meses um artigo da Cubadebate.

Dez haviam sido introduzidas em hospitais cubanos, esclarecia o artigo, enquanto outras dez o fizeram por meio de um projeto com a MediCuba Suíça.

Além disso, como parte do projeto denominado Adelante 2 para sua introdução no mercado internacional, o Infantix chegou à Unidade de Neurodesenvolvimento da Universidade Nacional Autônoma do México, em Querétaro, e no Hospital do Menino e da Mulher, daquele mesmo país.

Exportação de produtos farmacêuticos para o Brasil

Recentemente, BioCubaFarma assinou um acordo de cooperação biotecnológica e farmacêutica com o município de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, que permitirá a produção conjunta de medicamentos cubanos no país sul-americano.

Segundo a Agência Cubana de Notícias, o acordo foi selado durante um encontro realizado em Havana entre autoridades cubanas e uma delegação brasileira liderada pela Prefeitura de Maricá e seu Instituto de Tecnologia e Inovação, com o objetivo de estreitar laços no setor biofarmacêutico e abrir novas rotas de exportação para a tecnologia médica desenvolvida na ilha.

Perguntas frequentes sobre a exportação de equipamentos médicos e produtos farmacêuticos cubanos

O que é o Infantix e para que é utilizado?

O Infantix é um equipamento médico desenvolvido em Cuba para a detecção de distúrbios auditivos em recém-nascidos. Este sistema de triagem neonatal registra e analisa os potenciais evocados auditivos do tronco encefálico automáticos e as emissões otoacústicas, permitindo distinguir entre perdas auditivas condutivas transitórias e permanentes devido a danos neurais.

Em quais países o Infantix foi introduzido?

O Infantix foi introduzido em hospitais cubanos e através de projetos internacionais no México e na Colômbia. No México, a equipe chegou à Unidade de Neurodesenvolvimento da Universidade Nacional Autônoma do México, em Querétaro, e ao Hospital da Criança e da Mulher. Na Colômbia, obteve o registro sanitário para seu uso, permitindo sua exportação para aquele país.

Que acordo a BioCubaFarma assinou com o Brasil?

A BioCubaFarma assinou um acordo de cooperação biotecnológica e farmacêutica com o município de Maricá no Brasil. Este convênio permitirá a produção conjunta de medicamentos cubanos no Brasil, incluindo o Heberprot-P e diversas vacinas, por meio de uma empresa mista que integrará a tecnologia cubana com a infraestrutura industrial brasileira.

Por que o regime cubano prioriza a exportação de equipamentos médicos e produtos farmacêuticos?

O regime cubano prioriza a exportação de equipamentos médicos e produtos farmacêuticos para gerar divisas em meio a uma crise econômica. Apesar da escassez crônica de medicamentos e da precariedade do sistema de saúde local, o governo busca abrir novas rotas de exportação e estabelecer acordos internacionais para sustentar sua economia, deixando a população cubana sem acesso garantido aos medicamentos que são exportados.

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