Mariela Castro nega a existência do povo judeu e afirma que se vitimizaram para ocupar território

Mariela Castro Espín, em um programa oficialista, negou a existência do povo judeu e relacionou o sionismo com o nazismo.


A diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX) e representante do regime cubano, Mariela Castro Espín, negou nesta sexta-feira a existência do povo judeu e afirmou que se vitimizaram para ocupar território.

En uma aparição no programa oficialista Mesa Redonda, a filha do ex-presidente cubano Raúl Castro disse que existe uma religião judaica, mas não um povo judaico, corrigindo assim o porta-voz Randy Alonso após ele ter mencionado o povo judaico em uma alusão ao fascismo.

"Não há um povo judeu, há uma religião judaica. Na verdade, eram muitas pessoas de religião judaica europeia que eles utilizaram, vítimando-se de uma maneira exagerada", opinou a representante do regime no espaço televisivo.

En sua intervenção, afirmou que essas pessoas "utilizaram mitos bíblicos" para ocupar territórios da Palestina.

A sua vez, afirmou que essa "ocupação" foi reforçada por "um imperialismo" liderado pelo Reino Unido, e depois pelos Estados Unidos, "para não perder o controle geopolítico" do Estreito do Golfo e do Mar Vermelho.

Em seu discurso, insistiu: "Não são hebreus, são de religião judaica e muitos cristãos também, mas não são hebreus nem são semitas".

Sua participação foi ainda mais além e chegou a relacionar o sionismo com o nazismo, considerando-o "o pior".

O poder sionista foi todo um "movimento supremacista político", disse em referência ao sionismo, movimento nacionalista e político surgido no final do século XIX cujo objetivo principal era a criação e a manutenção de um Estado para o povo judeu em sua "pátria histórica", Palestina.

Castro afirmou que o sionismo "nasceu um pouco antes do nazismo e estiveram muito estreitamente relacionados", vinculando o movimento israelense ao fascismo que, segundo insistiu, "agora ressurge com grande força".

A propósito do conflito bélico entre Israel e o grupo terrorista Hamás, na faixa de Gaza, a filha de Raúl atacou o primeiro anos atrás e pediu mais violência para "freá-lo".

A comunidade hebraica cubana considerou, naquele momento, que se tratava de um total desconhecimento e tergiversação do momento e da história, além de incluir "um profundo antissemitismo".

"Quando se é figura pública, é impossível desvincular-se de quem se é e do que se representa, para se tornar um cidadão do mundo e expor seus critérios, ainda mais quando neles se demonstra um total desconhecimento e distorção do momento e da história", destacou anos atrás uma declaração.

Asimismo, esclareceram que os judeus não são ocupantes do Oriente Médio, mas um povo que foi forçado a viver na diáspora durante milhares de anos.

As palavras de Mariela Castro, como foi considerado, "incitam ao ódio contra os judeus e colocam em perigo a estabilidade e as relações que a comunidade manteve com o restante de seus conterrâneos e religiosos".

Além disso, lembraram que há estudantes judeus em escolas de todo o país que, em razão dessas declarações, poderiam "experimentar olhares e ações diferentes das habituais".

Agora, a partir de uma nova tribuna, Mariela Castro volta a exibir o mesmo discurso.

Perguntas Frequentes sobre as Declarações de Mariela Castro e o Conflito Israel-Palestina

O que Mariela Castro afirmou sobre a existência do povo judeu?

Mariela Castro, diretora do CENESEX e representante do regime cubano, negou a existência do povo judeu, argumentando que o que existe é uma religião judaica. Afirmou que as pessoas de religião judaica se vitimizaram para ocupar territórios na Palestina.

Como Mariela Castro relacionou o sionismo com o nazismo?

Mariela Castro vinculou o sionismo com o nazismo, qualificando-o como um movimento supremacista político. Afirma que o sionismo nasceu pouco antes do nazismo e que ambos estiveram muito estreitamente relacionados, associando-os ao fascismo.

Como a comunidade hebraica cubana respondeu às declarações de Mariela Castro?

A comunidade hebraica cubana considerou as declarações de Mariela Castro como um total desconhecimento e distorção da história, além de um exemplo de profundo antissemitismo. Afirmaram que os judeus não são ocupantes do Oriente Médio, mas sim um povo que viveu na diáspora durante milhares de anos.

Qual impacto podem ter as declarações de Mariela Castro na comunidade judaica em Cuba?

As declarações de Mariela Castro podem incitar ao ódio contra os judeus e colocar em risco a estabilidade e as relações que a comunidade manteve com o resto de seus conterrâneos e religiosos. Há preocupação de que os estudantes judeus em Cuba possam experimentar um tratamento diferente em razão dessas declarações.

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