O euro continua ganhando espaço no mercado informal de câmbio em Cuba e é cotado neste domingo a 387,5 pesos cubanos (CUP), dois a mais do que no dia anterior, segundo o monitoramento independente de elTOQUE.
Esta subida confirma a tendência de alta da moeda europeia em relação a um peso cubano cada vez mais desvalorizado e sem respaldo efetivo por parte das autoridades monetárias do regime.
Taxa de câmbio informal em Cuba Domingo, 4 de maio de 2025 - 07:00
- Tasa de câmbio do dólar (USD) para pesos cubanos CUP: 370 CUP
- Tasa de câmbio do euro (EUR) para pesos cubanos CUP: 387,5 CUP
- Tasa de câmbio do (MLC) para pesos cubanos CUP: 265 CUP
O dólar estadunidense, por sua vez, permanece estável em 370 CUP, sem variação em relação ao sábado, após ter subido cinco pesos na última semana. Essa estabilidade temporária não elimina as pressões inflacionárias que continuam minando a economia doméstica e gerando incerteza entre os cidadãos.
Quanto à moeda livremente convertível (MLC), sua cotação também permanece inalterada, em 265 CUP, refletindo uma menor volatilidade em comparação com as principais divisas estrangeiras.
Evolução da taxa de câmbio
Um levantamento do comportamento histórico do euro no mercado informal revela uma tendência constante de crescimento desde o início de 2021, quando mal ultrapassava os 30 CUP.
A partir de meados de 2022, a cotação começou a subir de forma mais acelerada, alcançando seu pico histórico em junho de 2024, quando chegou a registrar uma cotação superior a 400 CUP, ultrapassando rapidamente os 420 pesos cubanos.
Após uma acentuada queda em julho que deixou seu valor de troca em torno de 310 CUP e outra em dezembro do mesmo ano, que marcou 300 CUP (correções temporárias), o gráfico mostra uma clara trajetória ascendente, com um aumento mais acentuado desde meados de março de 2025.
A leve apreciação do euro evidencia a diversificação das preferências do mercado informal, em um contexto onde as remessas e transações em euros continuam sendo significativas, especialmente a partir da Espanha e de outros países europeus com forte presença da diáspora cubana.
A incapacidade do regime de oferecer uma taxa oficial competitiva, juntamente com a crise estrutural do modelo econômico, continua a empurrar a população para o mercado informal como único recurso para acessar divisas. Essa distorção agrava as desigualdades e erosiona o poder de compra do salário médio.
A constante depreciação do peso cubano em relação às principais moedas mantém em suspense milhões de cubanos, presos a uma economia estagnada, marcada pela escassez, inflação e pela falta de soluções estruturais por parte do governo.
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