Prendem um cubano por se passar por advogado de imigração em Hialeah

A investigação começou após a denúncia de uma mulher que viajou do Alabama em busca de ajuda para o pedido de asilo de seu esposo.


A polícia de Hialeah anunciou a prisão de um cubano de 49 anos, identificado como Rafael Moreno, acusado de se passar por advogado de imigração sem ter licença para exercer.

Moreno teria oferecido serviços legais de um escritório na Palm Avenue, onde cobrava por trâmites migratórios apesar de estar legalmente proibido de exercer como advogado na Flórida.

A origem do engano: Um cartão vendido por 500 dólares

A investigação começou após a denúncia de uma mulher que viajou do Alabama em busca de ajuda para o pedido de asilo de seu esposo.

A vítima havia recebido o cartão de visita de Moreno através de um familiar, que o comprou por 500 dólares em um supermercado de um desconhecido que o recomendou como advogado autorizado.

Creendo na legitimidade do contato, a mulher foi ao escritório de Moreno, onde ele se apresentou como advogado com 15 anos de experiência e cobrou 170 dólares.

Durante a reunião, Moreno preparou e notariou documentos de imigração sem a presença do marido da vítima, uma irregularidade que ativou seus alertas. Além disso, indicou que ela retornasse em setembro com mais 450 dólares para continuar o processo.

A denúncia e a operação encoberta

No dia 7 de abril, a mulher apresentou uma queixa à polícia de Hialeah, o que motivou a verificação da situação legal de Moreno.

As autoridades confirmaram que não tinha licença ativa para exercer e que a Suprema Corte da Flórida lhe havia imposto uma ordem judicial permanente desde dezembro de 2024, proibindo-o de oferecer serviços legais.

Apesar dessa ordem, Moreno continuava operando. No dia 16 de abril, um detetive disfarçado visitou o escritório e recebeu assistência jurídica completa em um pedido de asilo em troca de 100 dólares.

O acusado afirmou novamente ser advogado, mostrou diplomas na parede e garantiu ter anos de experiência em direito migratório.

Cargos e consequências legais

Moreno foi preso no dia 22 de abril em seu escritório. Segundo a polícia, ele enfrentará acusações por exercer a advocacia sem licença e pelo uso ilegal de sua comissão como notário.

Também é acusado de certificar documentos sem a presença dos signatários, o que constitui um crime grave.

“O senhor Moreno estava se aproveitando de pessoas honoráveis”, declarou o tenente Eddie Rodríguez, porta-voz da polícia de Hialeah, em declarações à Univision.

Chamado à precaução e verificação

O advogado penalista Andrés F. Vidal explicou em declarações à Telemundo 51 que “cada advogado que possui licença para exercer aqui na Flórida recebe um número atribuído pela Florida Bar”, e recomendou verificar sempre no site oficial www.floridabar.org antes de contratar qualquer serviço legal.

Ela também advertiu que exercer sem licença é um delito com graves consequências.

Moreno foi liberado após pagar uma fiança de 5.000 dólares, mas continua sob processo judicial.

As autoridades instam outras possíveis vítimas a entrarem em contato com o Departamento de Polícia de Hialeah para dar continuidade à investigação.

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