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O regime cubano apreendeu mais de 3.000 metros cúbicos de madeira de cedro sem documentação legal no município montanhoso de Buey Arriba, na província de Granma, e transformou a operação em uma vitrine propagandística nas redes sociais.
O perfil oficialista Entérate com Aytana Alama, afinado e porta-voz habitual do regime, informou nesta segunda-feira em Facebook que a operação foi realizada por guardas-florestais, em conjunto com membros da Polícia Nacional Revolucionária (PNR), que detectaram mais de 60 peças de cedro em situação irregular.
Embora não sejam fornecidos detalhes sobre os responsáveis nem sobre o destino previsto da madeira, é indicado que "foi aplicada a medida correspondente", sem especificar em que consistiu nem se houve detenções.
"Escrevem-me do município montanhoso de Buey Arriba, comentando que os guardas-florestais, em conjunto com os membros da polícia, nestes dias encontraram mais de 60 peças de madeira de cedro, com um volume de aproximadamente 3.000 metros cúbicos, sem documentação legal", publicou o perfil oficialista.
Embora a publicação apresente esta operação como um feito, omite o contexto de precariedade que a população enfrenta, que muitas vezes se vê forçada a recorrer ao mercado informal diante da impossibilidade de acessar madeira legal para necessidades básicas como portas ou janelas.
Apesar das tentativas do regime de controlar a extração e o comércio clandestino de madeiras preciosas, as constantes operações revelam que essas práticas continuam ativas em diversas regiões do país.
Recentemente, duas pessoas foram detidas na província de Holguín por sua presumida implicação na exploração ilegal e no transporte não autorizado de madeira preciosa.
Segundo informou o perfil oficialista Carretera En La Mira, a operação foi realizada em conjunto pela Polícia Nacional Revolucionária (PNR) e pelo Corpo de Guardas Florestais na estrada Vocacional, que conecta Holguín aos limites de Santiago de Cuba.
Casos anteriores evidenciam a magnitude do problema: em Sancti Spíritus, o Ministério do Interior decomisou um carregamento de madeiras preciosas abatidas de forma ilegal; em Ciego de Ávila, uma carreta foi detida enquanto transportava madeira sem autorização; e em Mayabeque, o Corpo de Guardas Florestais decomisou madeira ilegal a um carpinteiro que a armazenava em sua residência.
Também foram relatadas prisões por roubo de madeira de mogno, como ocorreu quando um cidadão foi interceptado com mais de trinta peças dessa espécie protegida, em um caso em que o MININT deteve um cubano com 33 peças e seis bolos de mogno.
Perguntas Frequentes sobre a Apreensão de Madeira Ilegal em Cuba
Por que o regime cubano apreendeu mais de 3.000 metros cúbicos de madeira de cedro em Granma?
O regime cubano apreendeu mais de 3.000 metros cúbicos de madeira de cedro devido à falta de documentação legal que comprove sua posse. A operação foi realizada no município de Buey Arriba, como parte de um esforço para controlar a exploração e o comércio ilegal de madeiras preciosas no país.
Quais ações o regime cubano está tomando para controlar o desmatamento ilegal?
O regime cubano realiza operações conjuntas entre a Polícia Nacional Revolucionária (PNR) e o Corpo de Guardas Florestais para detectar e sancionar atividades ilegais relacionadas com a derrubada e o transporte de madeira. No entanto, a persistência dessas práticas indica que os esforços não têm sido totalmente eficazes.
Quais são as consequências da exploração ilegal de madeira em Cuba?
A derrubada ilegal de madeira tem graves consequências para o ecossistema local, colocando em risco a biodiversidade e afetando o futuro das gerações vindouras. Além disso, essa prática reflete a escassez de recursos e produtos básicos na ilha, que obriga a população a recorrer ao mercado informal.
Por que persiste o comércio ilegal de madeira em Cuba?
O comércio ilegal de madeira persiste em Cuba devido à falta de acesso a materiais de construção legais e acessíveis. A precariedade econômica e a escassez impulsionam muitas pessoas a buscar alternativas no mercado negro para satisfazer suas necessidades básicas, como a construção de portas e janelas.
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