A Unidade Felton 1 da termoelétrica “Lidio Ramón Pérez”, no município de Mayarí, província de Holguín, pode começar seu processo de arranque nesta terça-feira pela manhã, após ter superado um teste hidráulico realizado nesta segunda-feira como parte das obras de reparo.
A informação foi publicada pela União Elétrica de Cuba (UNE) em sua página oficial do Facebook, onde foi indicado ainda que, neste momento, estão trabalhando na vedação do piso do forno.

Segundo declarações do diretor da termoelétrica, fazendo uso da retórica otimista do regime, afirmou que a planta está na fase final para concluir a solução do problema.
A nota acrescentou que a unidade Nuevitas 5 tem uma previsão de entrada para quinta-feira, no âmbito dos esforços para recuperar a geração e reduzir as afetações ao sistema elétrico nacional.
A unidade 1 de Felton saiu do Sistema Elétrico Nacional (SEN) no sábado passado devido a um vazamento na caldeira, agravando ainda mais a já crítica situação energética do país.
O jornalista oficialista Lázaro Manuel Alonso, através de sua conta no Facebook, embora sem oferecer mais detalhes sobre este "novo" imprevisto.
Posteriormente, o engenheiro Erick Milanés Quinzán, diretor geral da planta, explicou que inicialmente a magnitude da avaria era difícil de determinar devido à grande quantidade de vapor a alta pressão dispersa na área.
“Pensamos que era uma parede de tubos, mas agora que o vapor foi diminuindo, vemos que provavelmente se trata de um dreno da caldeira, o que seria muito mais simples de reparar”, afirmou o engenheiro.
De lograrse “o milagre” de arrancar e sincronizar esta unidade ao SEN na manhã de terça-feira, poderia, com um pouco de sorte, aliviar a aguda crise energética, que nesta segunda-feira marcou um novo recorde de apagões.
Segundo a nota oficial emitida pela UNE, às 7:00 da manhã, a disponibilidade de geração era de apenas 1.527 MW frente a uma demanda de 2.700 MW, provocando uma afetacão imediata de 1.190 MW.
Para o meio-dia, estima-se que o déficit aumente para 1.350 MW, podendo chegar a 1.858 MW durante a noite, se as condições atuais se mantiverem.
Alonso confirmou em suas redes sociais que o déficit estimado para esta segunda-feira é um dos mais elevados dos últimos anos.
Perguntas frequentes sobre a situação da termelétrica Felton e a crise energética em Cuba
Por que a termoelétrica Felton é crucial para o fornecimento de eletricidade em Cuba?
A termoelétrica Felton é uma das principais usinas geradoras de energia em Cuba, e seu funcionamento é essencial para o Sistema Elétrico Nacional. As constantes falhas em Felton têm sido uma das principais causas dos apagões prolongados que afetam o país, especialmente nas regiões central e oriental.
Quais são as causas das constantes falhas na termelétrica Felton?
As avarias na termoelétrica Felton devem-se principalmente a problemas no sistema de refrigeração do gerador e da caldeira, assim como à falta de manutenção adequada. A planta, com mais de 30 anos de operação, sofre um desgaste significativo, o que requer intervenções constantes que nem sempre são eficazes a longo prazo.
Como a saída de Felton afetou o Sistema Elétrico Nacional?
A saída de Felton do Sistema Elétrico Nacional agravou a crise energética em Cuba, provocando apagões massivos e prolongados. A redução na capacidade de geração de Felton, junto com outras usinas fora de serviço, resultou em um déficit de energia que afeta grande parte do país.
Quais medidas o governo cubano tomou para enfrentar a crise energética?
O governo cubano implementou manutenções periódicas nas termoelétricas e anunciou projetos de energia renovável, como parques fotovoltaicos, para diversificar a matriz energética. No entanto, essas medidas não foram suficientes para resolver a crise, e a falta de recursos e a gestão ineficaz continuam sendo um problema significativo.
O que os cubanos pensam sobre a gestão da crise energética?
Os cubanos expressaram um grande descontentamento e frustração através das redes sociais devido à falta de soluções efetivas por parte do governo. A população critica a gestão ineficaz e as promessas não cumpridas, o que gerou uma crescente desconfiança nas autoridades e um sentimento de desesperança frente à crise energética.
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